sexta-feira, 21 de março de 2014

Maturidade/Amor



O Amor da Maturidade

A idade é um grande aliado em todos os aspectos do desenvolvimento humano, é o momento em que tudo se encaixa - as angústias de outrora começam a ser vistas com outros olhos, percebe-se serem prenúncios de situações que viriam, certamente, mas que para isso precisava-se de alicerce.
Bem assim é o amor na idade adulta; não mais o arroubo juvenil onde boca, nariz, olhos e bumbum eram o tema principal. Há outras expectativas, há outras visões. Há espaço para um corpo já gasto, nem sempre tão esbelto ou nada esbelto...kkkkkkk. Há espaço para empatia, para tolerância, para discordância, para reservas, para respeito à privacidade do outro. Os insuportáveis pits por conta de minitudes simplesmente desaparecem, por absoluta falta de espaço. É o grito de liberdade, é o pronunciamento do eu-livre, do-eu lírico, do eu-te amo e do eu-me amo!
O amor maduro é bem menos cansativo, bem mais resolvido e bem menos caro.
É um amor que paga suas contas, nada fica a dever, é o amor que não quer e nem pode mais esperar, é o amor que urge, simplesmente tem pressa de ser. É um amor sólido, não conhece volatilidade. É o amor consolidado, forjado há anos e executável agora. Já!


domingo, 16 de março de 2014

Espelho espelho meu...




Estar tranquilo quando tudo parece desmoronar é um estado de paz espiritual. A dor vem em várias nuances, às vezes uma decepção amorosa, uma situação de privação financeira, uma enfermidade, uma perda de um ente querido, uma ausência...tudo nos conduz a acreditar que não tem mais jeito.
Engano, ledo engano, há jeito sim e esse jeito está em nós. Somos mais fortes que imaginamos, fomos dotados de força ao nascer. Brigamos aguerridamente pra vir ao mundo, isto já é prova de nossa força.
Será decepção que nos deixará prostrados? Doença então? Nãooooooooooooooo!
Queremos sobreviver para então vivermos um estado elevado de estima e convívio social. Segredo? Tem não. Lembro-me que durante anos todas as vezes em que perdia algo ou sentia-me humilhada e triste corria para frente de um espelho e me auto avaliava, não antes de chorar rios, é claro. Mas sempre funcionava. Saia dali vendo uma mulher forte e capaz.
A situação mais triste que lembro ter vivido diante do espelho foi quando abandonada com um bebê no ventre...Aiiiiiiiiiiii que dor lancinante! Lembro que chorei horas e o espelho não me mostrava uma mulher forte, ao contrário, só via alguém fraco, suplicante. Olhos inchados e nariz escorrendo e o espelho? Filme de terror, parecia dizer-me: você é um verme, tanto que alguém te deixou nessa situação; logo em seguida o ouvia dizer-me: feiaaaaaaaaa, gordaaaaaaaaa, problemática...
Acho que foi ai que o olhei de frente e disse: quem é você? Acha que pode me manipular? Nãoooooooooooo! Não sou nada disso. Quem me deixou é o verme. Não sou feia, estou um pouco descuidada, mas darei um jeito nisso. Estou gorda, afinal sou dois e isso é bom, há dois corações, devo ser mais forte. Não sou problemática, tenho um problema pra resolver, só isso. Quando resolvê-lo não terei mais.
Tudo isso aconteceu em frente ao espelho em várias sessões de análise. 
Hoje estou rindo ao escrever esse post. E querem saber? Confirmei tudo que proferi naqueles dias tenebrosos em frente a meu amigo espelho. 
Sou bonita, menos gorda, problemas do cotidiano (todos administráveis) e o cara continua sendo um verme. kkkkkkkkkkfoi grátis.