domingo, 3 de julho de 2016

Feminismo, sim ou não?




Porque não sou feminista

Hoje vemos erigida a bandeira do feminismo como valor central e vital nas relações humanas, é quase uma missão da mulher tornar-se feminista. se você se contrapõe a esse postulado, pronto: você é machista. O mundo hoje está polarizado. Ou se é algo ou o contrário. Não há mais ponderação. Se ponderar você é um meio centrista, está em cima do muro.
Pois bem, não sou feminista e nem tampouco machista. Sou humana, do gênero feminino e postulo a lei da humanização a despeito do sexismo reinante.
Não sou feminista porque nunca senti a necessidade de sobresair-me em termos de gênero. Tenho 50 anos e trabalho desde os 15 em empresas comerciais tão afeiçoadas a enaltecer o sexo masculino quanto as da atualidade. Nunca me senti diminuída, sempre soube que para conquistar um espaço eu teria que me comportar como um concorrente capaz.
Certa ocasião um superior hierárquico gritou comigo em seu arroubo de fúria por não ter recebido a resposta esperada. Simplesmente olhei em seus olhos, empinei o corpo e disse-lhe: não grite comigo, porque se gritar eu grito mais alto. Escute minhas razões e tire suas conclusões, do contrário, me demita.
Foi um ato de ousadia frente a um chefe super respeitado e temido, mas eu sabia o que era, o que queria e o que tinha a oferecer a empresa.
Diferenças entre os sexos, com uma balança cujo pêndulo favorecia os homens, já existia. Contudo, acredito que não se trata de ser mulher e sim de ser convicta de seu valor e reivindicá-lo com coerência e inteligência.
Uso as palavras no português tradicional, não mutilo a língua para sentir-me incluída porque não creio em inclusão preceitual. Inclusão se dá com postura. Exigir direitos é sobretudo sentir-se parte e não expectador. Somos o que somos e o mundo nos reconhecerá como tal, se lhes mostrarmos. Não peço reconhecimento, exijo com meu comportamento. Sou mulher com muito orgulho, sou feminina, forte, determinada e destemida. Isso ninguém pode me tirar e também ninguém pode me dar.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Sem tinteiro

Silêncio é ver secando aos poucos o tinteiro, secando aos poucos a pena e não sentir necessidade de repor ou molhar...
Silêncio é quando intermináveis textos são por vezes desprezados a ponto de perderem o sentido e a direção.
Silêncio é quando se constata que a eloqüência é um eco que ressoa apenas no emissor.
Silêncio é quando calar é a única forma de encontrar dignidade.
Silêncio é a negação de uma entrega inútil.
Enfim, silêncio é ato de rebeldia, é a revolução dos inocentes.

Psiu!

Silêncio é ver secando aos poucos o tinteiro, secando aos poucos a pena e não sentir necessidade de repor ou molhar...
Silêncio é quando intermináveis textos são por vezes desprezados a ponto de perderem o sentido e a direção.
Silêncio é quando se constata que a eloqüência é um eco que ressoa apenas no emissor.
Silêncio é quando calar é a única forma de encontrar dignidade.
Silêncio é a negação de uma entrega inútil.
Enfim, silêncio é ato de rebeldia, é a revolução dos inocentes.

domingo, 27 de março de 2016

Posse

Você sai de minha vida, mas  nunca do coração e do corpo. Tatuagem que nem laser debela. Meus gemidos são teus, meus gritos são teus, minhas contorções são tuas...tudo é teu. 

sábado, 5 de março de 2016

Gemidos

Dias de angústias, sussuros que cortam a noite, parecem se misturar ao suor numa dança frenética. São mais que isso, são gritos de um animal ferido, são reclamos. Ah! Quem dera o abraço, quem dera uma única mão a enxugar a lágrima que insiste em cair...sim são gemidos, antes fossem a expressão do êxtase.

domingo, 22 de novembro de 2015

O pássaro passa...


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Ela abriu a janela, um lindo parapeito, florido, exalando os sândalos tão carinhosamente cultivados. O olor espalhava-se pelo ar. Ele veio, "O" pássaro, lindo, versátil, livre...voava pelo mundo e contemplou sua janela parou por uns instantes inalou aquele cheiro tão característico, apreciou as flores, sorveu o néctar e se foi. Voltou no dia seguinte e no seguinte e no seguinte e voava e voltava.
Era faceiro, alegre, cantante e livre...voava e voltava, voava e voltava, voava e voltava. Ela o amava assim, livre. Nunca lhe perguntava em que paragens se detinha, ela o amava livre.
Um dia ele não mais voltou, nem no dia seguinte e nem no seguinte e nunca mais voltou.
Ela o esperou, ele disse que viria. Ela o esperou porque sabia que ele viria. Ele não veio. Ela chorou e esperou. Esperou dias, meses e ele não veio. Ela o buscou, cantou, espalhou o cheiro de sândalo pelo ar, sussurrou, gritou e ele não veio. Ela fechou a janela. Ela fechou o coração. Ela fechou os olhos. Ela abandonou os sândalos, ela esqueceu o cheiro.
Ela pensou que não havia mais pássaros, o "seu" não mais viria e que importavam outros?
Ela enclausurou-se em seu quarto e a luz não mais entrava, a janela estava fechada. A sombra ganhou forma e cresceu. Um dia ouviu um canto longeeeeeeeeee, quase inaudível, quase incapaz de transpor a janela. Som insistente, irritante até. Era sua alma gritando: abra a janela, há sol e onde há sol há pássaros. Ela relutou: _Porque haveria de querer pássaros, se um dia eles iriam embora?
A vozinha falou: _Porque não? Só há verdadeira doação na liberdade. Que amor sobrevive a cadeias?
Talvez hajam pássaros e talvez irão embora sim, mas virão e virão por seus próprios voos, virão porque irão querer vir e se ficarem é porque sua janela é tão aprazível que nunca irão conseguir viver sem ela.
Ela abriu a janela, o sol penetrou e ela sabe: há pássaros!

sábado, 10 de outubro de 2015

O Primeiro passo

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O Primeiro passo...


Eita quase começando uma nova semana, muita coisa pra acontecer, muita expectativa (boa), muita vontade de bater perna, bater asa, sair do casulo, virar borboleta.
Adoro a música - A Natureza das Coisas.
Fala sobre os diversos estágios de vivência e numa linguagem bem nordestina, que me encanta. Vejam:
Se avexe não
Amanhã pode acontecer tudo
Inclusive nada
Se avexe não
A lagarta rasteja até o dia
Em que cria asas

Se avexe não
Que a burrinha da felicidade
Nunca se atrasa
Se avexe não
Amanhã ela para na porta
Da sua casa
Se avexe não
Toda caminhada começa
No primeiro passo
A natureza não tem pressa
Segue seu compasso
Inexoravelmente chega lá
Se avexe não
Observe quem vai subindo a ladeira
Seja princesa ou seja lavadeira
Pra ir mais alto vai ter que suar.
Essa música é de uma sabedoria infinita, retrata passo a passo a ordem natural de evolução. Ninguém começa por cima, aprendemos a andar, literalmente rastejando e aos poucos vamos nos erguendo, até estarmos prontos para andar, correr, voar.
"Rastejar" é apenas um estágio de evolução, não é humilhante, é necessário. Fortalece a musculatura, propicia conhecimento do terreno, gera segurança.
Então queridos, vivamos cada estágio com intensidade extraindo dele tudo que possa nos legar. Cada um será mais eficaz que o outro, pois já incorporamos o aprendizado necessário. Que possamos sair do casulo, se já estivermos prontos a ser borboletas!

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Enquanto houver sol

O que será essa sensação esquisita, difícil de nominar? Chamá-la de frustração, decepção ou algo do gênero não dá conta de sua magnitude. 
Acho que quando pecamos é mais ou menos assim que Deus se sente, dolorido, triste, febril, decepcionado. Sei que são atributos humanos, é apenas uma forma de fazê-los entender a extensão da dor.
Sabe quando insistimos, acreditamos, perseguimos um objetivo e ele fica cada dia mais distante? Isso, exatamente isso. Você começa a se questionar sobre suas habilidades, capacidade de agregar, chega a quase descrer de suas potencialidades. Não o faz porque possui um conhecimento íntimo a seu respeito e sabe que a falha não é sua. Sabe que infelizmente as desventuras são um evento certo.
Ainda que faça manobras hercúleas em nada resultará. Ai você pensa: não dá! 
Foram investidos todos os esforços, resta agora acalmar o coração e seguir. Sim, porque o seu valor continua com você. 
Atitudes ou omissões alheias não podem modificar o seu caráter. Você chora, mas as lágrimas são irrigação. A dor é sempre terapêutica, nunca é em vão.
Levanta a cabeça! Crê que deu o seu melhor, se aquilo que desejou tão fortemente não aconteceu tem certeza que o problema não está em você. 
A vida é uma sequência de atos voluntários, somos impelidos por aquilo em que acreditamos, por isso jamais podemos nos envergonhar. 
Somos nossa entrega, nossa prontidão, nossa fé, nosso amor e disso não podemos fugir. 
Se nossos ideais são frustrados é tão somente porque o dirigimos a outros e não temos poder sobre a vida dos outros. Não podemos mudar nada, não podemos exigir nada.
Se as atitudes alheias, a princípio,  nos levam a crer em uma compatibilidade de interesses que não se consuma, ou estamos vendo de forma turvada ou houve leviandade nas intenções.
Mas independente da causa, resta-nos plantar os pés no chão, sufocar as lágrimas e crer que amanhã o sol volta a nascer, novas histórias acontecerão, novas posturas de si e dos outros são passíveis de análise e acima de tudo Deus está vivo!
Isto faz a total diferença porque prometeu que nos enviaria o Espírito Santo e ele nos ensinaria tudo.
Um dia o paraíso de nossa mente será realidade palpável, eu creio. Afinal, sonhar é um exercício de sobrevivência.
Que o diga José do Egito.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Se entrega, porque não?




Tá chegando o dia dos namorados, a hora da onça beber água...kkkkkkk Há perfis para todos os gostos. Os verdadeiramente apaixonados, enamorados. Os paraguaios, os indecisos, os paredistas e por ai.
Aos apaixonados desejo que a cada dia a paixão cresça e se transforme em um lindo amor.
Aos "paraguaios", desejo que o produto que venderem seja autêntico ao menos na capacidade de lhes retribuir outro com a mesma qualidade e características.
Aos indecisos, desejo conhecimento para que saibam escolher e,
aos paredistas, aqueles que têm medo de se entregar, desejo que se lancem e descubram que quem ama vive de suas próprias emoções, é cada dia mais autêntico e exercita a arte da paciência.
Seja vc e não se preocupe com o agir ou o retorno do outro, prq o máximo que pode acontecer é vc se descobrir um potencial amante. E amor é de Deus, seja qual for o desfecho!

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Jacaré parado...





Quem foi que disse que dá pra parar? Se disse, desdiga porque não dá, se parar morre.
a vida é pulsão, é sangue circulando.
Circula, gira, roda, dê seu jeito, mas não pare.
Todos os santos dias ela, a vida, se oferece. Trás novidades, surpresas
e você vai ficar boquiaberto e ver a vida passar?
Nãoooooooooo, vai circula. Corre, pega, segura.
-Ah, mas não era isso que eu queria e daí?
Né assim não meu bem, ela é presepeira e trás surpresas, sabe o que é isso? Sim, aquilo que você não esperava, não imaginava e chegou. 
Chegou com força, com vontade. Não respeita suas escolhas, seus interesses?kkkkkkkknem esses.
Chega e diz: cheguei, se não abrir eu arrebento e entro.
Não se deixe abater, se aquela porta em que você tanto bate não se abre. Olhe ao redor, há outras portas, abertinhas, se oferecendo e quem disse que não presta? Vá lá e descubra!
Descobri tudo isso agorinha mesmo. Não tem 10 minutos. Viram? A vida se oferece!
Não dá pra parar, não dá pra se negar a viver, tem que se reinventar quantas milhões de vezes for preciso. Sabe porque? Simples, jacaré parado, vira bolsa de madame.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Cataventos




Li ainda há pouco um texto de um poeta brasileiro que fala sobre cataventos. A expressão é estranha para alguns e bem familiar a outros.
Sabem aquela brincadeira infantil em que dobrávamos papel e colávamos em um palito? - Não era assim, na verdade nem era uma dobradura exatamente, tá vcs venceram. Era algo fácil, ocorre que agora não lembro como se fazia, ora!
Posso ter esquecido o processo de criação, mas as cores que se misturam ao vento, as formas que pensávamos ver enquanto ele não sumia ganhando velocidade, isso nunca vou esquecer.
Genteeeeeeeee! Isso era maravilhoso, as crianças sempre queriam aqueles mais coloridos e reluzentes, feitos com papel luminoso...azuis vivos, vermelhos berrantes, tinha também os cor de vinho, amarelos, verdes, prata...tinha também os multicores, todos luminosos. Era uma aquarela esvoaçante, a gente competia, todos queriam que o seu fosse mais bonito e girasse mais rápido. 
-Aiiiiiiiiiii, quebrou!
Eram torrentes de lágrima, inconsoláveis. Não tinha jeito, pra secar essa fonte inesgotável que se propunha a banhar a rua, só outro catavento.
E lá estavam eles, catavento e o chorão, agora todo sorrisos. A dor cessava mais rápido que dor de parto quando o bb escorrega. 
Época igual nunca mais se verá, agora os cataventos são virtuais, não há mais palito e vento natural. Agora é um mouse e uma série de combinações binárias que fazem nosso catavento girar. 
Aiiiiiiiiii que saudade da festa que fazíamos com nossos brinquedinhos lá na rua da casa de mãe!

domingo, 31 de maio de 2015

O mistério nosso de cada dia




Essa história de que os opostos se atraem sempre foi para mim algo situado apenas no mundo da física. Na realidade fática o que acontece é que essa atração se dá até o momento em que os polos se tocam, pois de logo se repelem.
Somos atraídos, homens e mulheres, pelo mistério. Quanto mais mistério há em torno de algo, mais interesse temos em desvendá-lo.
Homens incomuns atraem mulheres incomuns. Isto é fato.
Palavras imprecisas, sumiços inexplicáveis, explicações infundadas, trajetórias incontroláveis aguçam a curiosidade e servem de tempero  para que se persiga um alvo.
Somos seres prescrutadores por excelência, sim. Refiro-me àqueles que não aceitam o feijão nosso de cada dia como se fora o único alimento possível.
Queremos o feijão, o terreno em que foi plantado, a semente que brotou, a água que regou e o lavrador que cumpriu todas as etapas.
Vamos combinar que perseguir um objetivo é bem mais interessante que recebê-lo pronto.
Pois é, todo esse blábláblá é pra dizer que o trabalho valoriza a mercadoriakkkkkkk
Homens perfeitos, previsíveis, politicamente corretos, são chatos, enfadonhos,  maçantes e já cumpriram seu papel em si mesmos. São geradores de uma rotina insuportável e homicida.
Alimentar o desejo de desvendar aquele ser exótico que te faz pensar, que faz gastar a "mufa" é o que vale a pena. Concluir pela obviedade é o nosso maior e suicida erro. 'Há mais mistérios entre o céu e a terra do que possa ver nossa van filosofia".
Homens e mulheres incomuns querem saltar de uma montanha todos os dias a aceitar indefinidamente o conforto de uma cama acetinada.
Queremos o cavalo rebelde, selvagem, aquele que nos faz correr todo o pasto e parece rir-se de nossa obstinação. 
Sei que há cavalos, sim, no plural! Há cavalos, que brincam, que correm, que riem, que não se deixam enredar e que um dia, para agradar o cavaleiro, se deixam montar.
Vou encontrar essa espécie!


sábado, 30 de maio de 2015

Feiticeira é a Noite


É tudo noite, noite, noite, escuridão total
só vejo um olhar/criança
um sorriso sincero e uma voz calma
nada mais importa, o que importaria?
Saudade é um acompanhamento solitário
é uma dor singular, um gemido abafado
uma lágrima lenta, tão calma quanto a voz
cai devagar, quase não querendo ir

Vi teu corpo, tuas pernas fortes
teu membro a espreitar a liberdade
tua virilidade querendo insurgir-se
Vi e amei, amei a entrega insegura
o desnudar-se tímido, a revelação vacilante
a proteção entoalhada, o esconder-se
A vontade de ficar e viver
o medo de ousar para não ferir
 
Amei esse jeito manso de menino/homem
menino nos gestos, homem no corpo
fera escondida, louca para devorar
sutil para não espantar a presa
Sim foi lindo ver-te vindo e indo
querendo ficar e tendo que ir embora
jamais poderei esquecer a dor 
a dor de querer e não ter
a dor da consciência que reclama a luxuria
 
Um dia quem sabe teu corpo, teus olhos
teu sorriso e tua voz serão apenas 
as cenas de uma linda película 
a distância que nos separa
é a mesma que nos une
Um dia quem sabe viveremos esse amor
uniremos nossos corpos
provaremos nossas salivas, nosso suor
nossos fluxos e seremos um


Quem sabe daremos as mãos
nos envolveremos em um abraço
para receber o dia, o sol, o mar
quem sabe todos os feitiços serão verdade
quem sabe o nariz torcido 
encontre teu cheiro pelo caminho
Se a noite passar, se o dia chegar
se o amor imperar, se a dor purgar
se a alma acalmar, se o corpo aquietar
Se...se...se...
 


sábado, 23 de maio de 2015

Caminho não trilhado é caminho desejado




Ouvi isso hoje - Caminho não trilhado é sempre desejado, acredita-se o melhor, o mais reto, o sem erros. Isso tudo por causa da ausência de conflito, de frustração.
Ouvi também que amor não começado, também não tem fim. 
Gostei desses conceitos porque me remeteram a uma gostosa nostalgia de um tempo não vivido. 
Viver o que se poderia ter vivido, é uma ilusão romântica e gostosa. É quase uma certeza de que aquele cavalheiro educado, cordato, de voz compassada e aprazível, de sorriso largo e olhos infantis é real. Que ele é amoroso, leal, amigo, companheiro. Que curte ficar e o faz por querer. Que sabe dizer sim e também não, sem fazer sangrar a alma. 
Viver o não vivido, é criar um universo paralelo, onde vc é Senhor do tempo. Tudo é possível, tudo é permitido. Não há inocências inadequadas, sem ousadias insolentes. Sonhar é o labor. Amar é o verbo. 
Sim, o caminho não trilhado é o que me impele, porque o novo é desafiador, o novo é inebriante, ainda que só chegue na fase geriátrica. 
Enquanto houver sol, sonho e inSensatez, amarei o novo como se fora meu velho conhecido.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

As asas levam e o amor trás

Não posso querer o que o coração deseja
Ah! Coração insano, descontrolado, desordenado
aquieta-te, louco!
Tu bem sabes que há entraves
sabes que teu querer é impotente
aquieta-te, já disse!
Amar é isso, nutre teu amor e vive dele
deixa a vida levar para longe de ti
aquele que quer ir
Acaso haveria amor na obrigação
Não, não e não!
Amor é íntimo da liberdade
amor é querer, querer ficar, 
querer estar, querer amar
Vai meu amado, voa tua liberdade
guarda contigo apenas a força do meu amor
que transpõe muros, que voa contigo
na tentativa insana de colher teu néctar
de sentir teu cheiro
de guardar teu beijo nunca maculado
Vai amor meu!
voa, voa, voa não perde tuas asas
quero-te livre, quero-te feliz
Se a longetude te apraz, vai ao encontro dela
completa tua viagem e sorri
sorri muito, gargalha
porque teu sorriso chega até mim e 
acalma meu coração impenitente
Aceito amar-te de longe
aceito sorver o vento que te traz pra mim
em cheiros e miragens
Amo-te e nunca deixarei de amar
Só aprendi isso
Amar, amar e amar

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Pluralidade - quanto mais, mais




A vida é uma visão panorâmica que se estende até o infinito. Enquanto há horizonte será possível apreciar. Acredito que todos os diálogos são possíveis, tudo comunica e é capaz de se fazer ouvir. Quer seja música, poesia, texto escrito, fotografia, paisagem, novela, enfim, tudo é capaz de ser lido e se lança ao encontro de olhares.
Ai você pode estar pensando - Tá, mas e aquele programa horrível, sem cultura, de péssimo gosto e aquelas novelas ao estilo zumbi? Sim, até esses. Inclusive porque o valor se faz a partir de um juízo que trás consigo muitas cargas subjetivas, portanto, o que é cultura e o que é bom são conceito críveis.
Inclusive sou apreciadora de novelas, a tão rechaçada "cultura inútil". Também já fiz esse discurso e acreditava nele. Quando me dava ao deleite de ficar estirada no sofá o fazia a título de puro entretenimento. Hoje, não vejo apenas esse aspecto, vejo também uma função social. AIIIIIIIII credo!
KKKKKKKKKkkké gente boa, função social, repito.
Em sua maioria a arte, inclusive a novela, retrata a vida e se a vemos de forma descompassada com a realidade para nada aproveita, senão para umas boas risadas, caso tenha uma veia cômica. Entretanto, se a enxergamos como agente fomentador do pensamento, podemos traçar paralelos entre condutas inscritas no enredo. 
São diversos temas tratados ali, polêmicos, pacíficos, inovadores, reiterados, enfim, há um arsenal de possibilidades que podemos enxergar e isso não exclui sua devoção a um bom livro, ou a um período de consagração a sua crença religiosa. Não, não há hábitos ou atitudes excludentes, todos são passíveis de conciliação.
Pude recentemente observar um personagem em uma determinada novela que tem a função de assistir às famílias, mais especificamente, aos cônjuges, em seus dilemas matrimoniais. Achei superintessante a condução do autor sobre o personagem. Uma pessoa que conduz seus pacientes a refletir suas posições, atitudes, comportamentos em relação ao outro; enfrentamento de suas fragilidades ou superioridades. O bom de vê-la em ação é que não se impõe, orienta apenas.
Muitas vezes por preconceitos infundados deixamos de ver, ouvir, interagir com pessoas ou situações, ou ainda, produções, por julgá-las indignas de nossa atenção ou de nosso nível social ou cultural.
Portanto, concluo dizendo que devemos ampliar nossa visão de mundo.

sábado, 9 de maio de 2015

Homenagem às mães do Brasil e do mundo





Minhas amigas mães, hoje quero deixar a letra de uma canção que ouvi todos os anos enquanto congregava em uma igreja batista. Essa canção me emocionava sempre, tanto que ia às lágrimas, copiosamente. De tal forma que alguém um dia perguntou: sua mãe faleceu quando?
A minha mãe não era falecida e viveu muitos anos depois desse episódio, mas acho que eu pressentia a dor que viveria no momento de sua partida, assim foi.

Eis a canção:

Hoje é teu dia minha mãe querida, 
alegremente quero te ofertar, essa canção
com todo amor e emoção.
És a mais bela flor do meu jardim,
és a rainha do meu doce lar,
és a felicidade que eu tenho no coração.
Que o Senhor com o seu poder
te abençõe ô minha mãezinha,
trazendo sempre ao seu coração
a alegria, até chegarmos ao lar de glória
onde haveremos  de ter a vitória,
eternamente o Senhor Jesus, seja teu guia.

É isso que desejo a todas as mães, do Brasil e do mundo.
Deus as abençõe queridas visitantes/mães

sábado, 2 de maio de 2015

Quando quebram as correntes


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Há um texto bíblico muito revelador de nosso estado de escravidão: e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Ora, só será liberto aquele que  é escravo ou está aprisionado, trazendo para uma realidade mais próxima. 
Qual a possibilidade de haver libertação, onde há liberdade? Nenhuma, concordam?
Quando nos foi ofertada a possibilidade de conhecimento da verdade, foi-nos facultado o privilégio de empreendermos uma viagem profunda em nosso ser. 
O evangelho ensina que Jesus é a verdade, logo, um encontro com Jesus produz em nós o efeito transparência, ficar visível para si e para outros.
Trazendo para a língua portuguesa, verdade é o antônimo de mentira.
Portanto, a verdade é um enfrentamento, um desnudar-se, um revelar-se. a mentira, por sua vez, é um ausentar-se, um mascarar-se, um esconder-se de si e dos outros.
O encontro com a verdade é a apropriação da capacidade de se ver, em suas atitudes e nas atitudes alheias.
Quantas vezes julgamos o comportamento do outro, como sendo egoísta, mesquinho, maldoso, impiedoso, cínico, etc?
Mas diante da verdade incorporada ao ser, somos capazes de compreender que aquele mesmo comportamento, outrora foi praticado por nós e vemos sem máscaras, sem escudo, sem proteção. Entendemos que aquela atitude reprovável é apenas mais uma no universo de nossa convivência e o que hoje criticamos, precisa ser mudado em nós. 
Atos corriqueiros e banais, que praticamos sem limites, são os mesmos que, após tiradas as escamas identificamos fazer parte de nossa conduta.
Sim, só a verdade pode nos libertar, só a verdade pode arrancar os grilhões, só a verdade pode quebras as correntes, nossas correntes.
Muitas vezes buscamos quebrar as cadeias que nos cercam, quando essas cadeias estão em nós e quando quebradas, significa a libertação do que nos impede de caminhar. Ai aprendemos a andar, semear e colher!


domingo, 26 de abril de 2015

Transparência, medida de economia


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Cada vez mais fica evidente a necessidade de transparência em todos os seguimentos da vida. Não se iludam! É medida de economia ser transparente; economia de tempo e de investimento.
Nada mais insuportável que ter que adivinhar as intenções ou as preferências. Nas relações afetivas são de fato estimulantes os mistérios, mas acerca de intimidades, o que passa dessa esfera é tão somente enfadonho.
Hoje com os recursos da informática, as pessoas tendem a abusar de perfis fakes, sabe-se lá com que propósitos; mas o fazem corriqueiramente.
São empreendimentos de tempo totalmente infrutíferos, porque a grande maioria não os recepciona e seus intentos ficam frustrados.
Gente, mostrar a cara é sobretudo um atributo de pessoas destemidas e de boas intenções. Ao me deparar com um fak, nem perco tempo, nego acesso e pronto, simples assim.
Nesse contexto, cabe bem o ditado: quem não deve não teme. Se não tem o que esconder não deve ficar espreitando, vigiando, sondando. Tem que chegar chegando, se mostrando, dizendo a que veio.
A vida é simples, pra que complicar?
Quer amizade, seja amigo. Quer companhia, apresente-se. 
A vida é de quem se arrisca, porque afinal o NÂO já temos, que tal tentar o SIM de cara limpa, sem maquiagens ou máscaras?