segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Saudade é sentimento compartilhado




Saudade

Ao contrário do que se propaga, saudade tem pra mim um valor especial: é sentimento coletivo. Sim.
É coletivo porque repleto de imagens, de pessoas, de paisagens, de elementos. Quando sentimos saudade estamos sempre acompanhados, uma forma de dividir a solidão. 
Enquanto existir saudade existem pessoas, momentos especiais, cheiros apurados, carinho compartilhado, dores aplacadas, existe esperança. 
Quero viver intensamente o hoje, pois amanhã viverei uma gostosa saudade cheia de alegria por saber que valeu a pena!
Vinícius canta: chega de saudade e eu canto: que venha a saudade e com ela uma grande renovação em meu espírito aventureiro.

sábado, 26 de outubro de 2013

"Que maravilha viver"



"Que maravilha viver"

Ontem assisti a um lindo espetáculo no auditório do Colégio Santa Maria, em Boa Viagem, Recife.
Um texto maravilhoso do Profº  Robson Teles, dirigido por Max Almeida:  Faces do amor.
São momentos como esses que nos fazem concordar com Vinícius de Morais, o homenageado da ocasião, que maravilha viver!
O que seria de nossa vida sem a poesia? Recurso literário que nos permite expressar os sentimentos das formas mais variadas possíveis. 
Amo Vinícius por seu legado à nossa geração e à geração de nossos filhos no que depender de Robson Teles e Max Almeida.
Deixarei um pequeno fragmento do célebre texto de nosso homenageado para que vocês possam desfrutar um pouco da alegria que nos coube ontem: Soneto de Fidelidade

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Melhor Ver








Visão

Que grande privilégio é poder ver, ver com olhos abertos ou fechados; ver, enxergar, prescrutar, investigar, perceber...quantos sinônimos terão essa palavra? Tantos quantos forem necessários para exprimir o significado que queiramos lhe dar.
Ver é muito mais ato reflexivo que apreensão exterior, é ler as entrelinhas, é buscar o diálogo da fonte, é filosofar. É aprender a compreender além do óbvio, é ato de vontade, é ausência de acomodação, é ousadia, é enfrentamento.
Ver é privilégio porque suplanta a linha do periférico e estende-se até a intimidade, escava a alma e nos dá a sensação de auto controle e controle do mundo ao redor, a visão enquanto sentido é característica dos seres, enquanto habilidade é privilégio de poucos.
Não é motivo para ufanismo, tampouco é motivo para timidez. Será sempre motivo para ação de graças, pois é uma porta que nos foi aberta para abandonarmos totalmente a ignorância em todas as suas formas!



sábado, 21 de setembro de 2013

O bálsamo





Simples assim, "ser feliz é tudo que se quer", não há fórmulas perfeitas, nem tampouco imperfeitas. Só a vontade de ser feliz, de se entregar sem entraves, sem medos, sem culpa, sem dor.
É viver a alegria de estar junto, de fazer peripércias junto, de enroscar o corpo no amado, de encostar a cabeça em seu peito, de sentir sua respiração ofegante no momento do amor, de lhe dar prazer e de ter prazer junto. É no dia seguinte ouvir sua voz entusiasta dizendo: tô com saudades!
É o calor da voz já que o corpo tá distante, é a alegria de saber que o dever nos chama, mas que em breve estaremos juntos novamente.
São os pequenos gestos, como: uma chamada telefônica, uma mensagem no celular, um oi em meio ao expediente que fazem senti-lo próximo, presente, atento.
São os detalhes do dia a dia que fazem a diferença e nos fazem felizes, sem promessas. Pra que pensar o futuro se o presente é tão agradável? Pra que criar histórias, se o dia a dia já é uma linda história?
É simples assim, o abraço, a voz, o carinho, a atenção são suficientes e indispensáveis para acalentar um coração inquieto.
Se não há nada disso, é porque não há nada mesmo!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013



Gente olha ai um programa cultural muito interessante, uma exposição de quadros lindos, vale a pena ver e se encantar com o trabalho desse artista:

   Gilson Braga
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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Essa é uma contribuição generosa do escritor Agassiz, que veio para abrilhantar o blog.

Trezentas e vinte e cinco palavras bem contadas

                 O meio de um sítio, seja no tempo ou espaço, há de ser sempre bom começo para uma boa estória. Destarte, calhou no meio de uma conversa, entre a sopa e a maçã, a seguinte questão: por que Mané? Simples, José! O que têm em comum a potranca e o burrico? Pai cavalo ou pai jumento, haverá comunidade: são os dois filhos de égua. Como estão vivos, saudáveis, pelo brilhante, saltitam, andam bem alimentados, é porque mamam na égua. Quem mama n’égua, Mané!?
                 Mané Garrincha, Pelé, como é mesmo o nome deste jogador do Santos vendido há pouco para o Barcelona... Bem lembrou Markito, os espanhóis continuam levando o ouro da América. Deixa pra lá, começa com R, depois reaparece na tela da memória; se não, pergunto ao Google, atual depositário da memória de nós todos. Raimar, Riomar, rio deste riozinho desgarrado da memória esperando a reconstrução da ponte sináptica para passar ao seguinte neurônio. Deságue no mar, bingo: Neimar!
              Como ia dizendo, esses jogadores caíram nesta crônica como Pilatos, nada a ver com os modernosos pilates. Foram, são gênios, manés nós, com todo respeito às éguas, boas parideiras e criadeiras, sejam seus filhos burros de carga ou garanhões de bem avaliada progênie, testada nas vaquejadas da vida, uns e outros campeões, estando talvez por sorte de um ou outro lado do alambrado que separa o palco da torcida.
Aqui, ao invés de lá: lá o haras não vale tanto, vale mais o plantel; cá o Mané de Brasília custou tanto quanto valeu o Mané campeão. Mais que o nome, os Mané menos sortudos poderiam ganhar na esteira das manifestações de rua uma lasquinha fininha, tipo assim uma desoneraçãozinha tributária, zona, que alivie a carga de cinco meses por ano para três ou quatro. Talvez o Governo aprenda com chefes de família, a ajustar o que gasta ao que ganha, cortando até na carne! Ou... (Agassiz, 14/07/2013).



domingo, 8 de setembro de 2013

Começar de novo...







Um novo começo

"eu quero um novo começo de era, com gente fina, elegante e sincera..."
Finesse ou fineza como preferirem é algo bem desejável em qualquer relação interpessoal; quem suporta conviver com pessoas grosseiras, de péssimos modos? Sabe aquelas pessoas que vivem tirando meleca em público? Flatulando sem se importar com quem está do lado? Nãoooooooooooo, sabemos que todos esses inconvenientes nós fazemos, mas em locais próprios, longe dos olhos, porque vamos combinar, não é uma imagem legal pra ser exposta né?
Elegância já é algo mais subjetivo e dependendo da ótica em que empregado é um termo bem dispensável, mas se visto sob o ângulo do respeito às liberdades individuais, à privacidade, à intimidade...é um termo bem adequado e necessário.
Já a sinceridade é absolutamente imprescindível, sim, porque promove a liberdade de escolha. Não posso escolher a companhia de X ou Y, se simplesmente não sei quem são, ou penso que são outras pessoas, ante a mentira não há escolha. 
Eu tbm quero um novo começo pautado nesses pilares!