terça-feira, 18 de novembro de 2014

Qual a sua descendência?


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No livro de I Samuel Capítulo 17 - vemos a narrativa da morte do gigante Golias operada pelo pequeno Davi. Ao enviá-lo para a batalha o Rei Saul indaga sobre quem são seus pais. Quando Davi volta vencedor, lhe faz diretamente a seguinte pergunta: de quem és filho?
Somos fruto dos valores adquiridos em família, herdados de nossos pais. Lembro-me que quando resolvi fumar o fazia escondido de meus pais. Sabia que eles não aprovariam e não me sentia pronta para abandonar aquele prazer. Por isso me esgueirava pelos escuros torcendo para que a fumaça não os levasse ali.
Numa dimensão física, isso é perfeitamente possível, nossos pais não são onicientes e onipresentes. Contudo, em uma dimensão espiritual não podemos. Não há como nos esconder daquele em quem temos crido. Se o aceitamos como pai, iremos também respeitá-lo e levar em conta seus princípios.
O que faremos quando estivermos portando aquele "cigarro"? Sim, nossos prazeres que inconcientes ou não, insistimos em fumá-los. Muitas vezes não nos importando com as consequências que serão trazidas àqueles que amamos e que gostaríamos de não magoar. Será que os prazeres a que nos entregamos, são por si só auto-imunes? Será que em nome de circunstâncias passageiras não estamos destruindo toda uma construção de anos? Será que nosso egoísmo é uma ode a Narciso? Se for, sabemos o final da história. 
O fato é que precisamos responder a essa pergunta retórica que ecoa ainda hoje em nossos ouvidos: de quem és filho?

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Aquieta o coração






Gosto de uma melodia que aprendi na igreja batista e cantava a plenos pulmões. Falava sobre estar tranquilo quanto ao presente e descansar quanto ao futuro, pois Deus estava cuidando de tudo.

Ei-la:
Não tenha sobre si nenhum cuidado, qualquer que seja
Pois um, somente um, seria muito para ti
É meu somente meu, todo o trabalho
E o teu trabalho é descansar em mim.
Qual ser humano não gostaria de ter essa convicção? É possível viver a literalidade dessa letra?
Sinceramente, para pessoas educadas em um sistema capitalista, isso é uma utopia sem precedentes na história. Enquanto testemunho de fé, sabemos que há situações em que podemos viver esse descanso,  mas no cotidiano nos vemos em uma série de outras em que nosso estado interior nos impele a uma inquietação constante. Questões como suprimento das necessidades básicas de subsistência, por exemplo. Qual a tranquilidade que um pai de família tem quando sabe que por estar desempregado seus filhos passarão privações? Sabemos que isso tira o sossego. 
Até os dias de hoje tenho tentado exercer essa fé que me dará a tranquilidade almejada. Creio nas promessas da palavra de Deus, em muitas situações vi milagres em minha casa e ainda assim, sou fraca o suficiente para não me aquietar. 
Rogo ao pai que me ensine o caminho de seu coração e que me dê sabedoria e olhos espirituais abertos para ver suas maravilhas e não duvidar. 
Por que uma coisa é certa: se prometeu é fiel para cumprir.
Então minha oração não tem sido outra senão a que foi feita para os discípulos de Jesus: Pai, aumenta-lhes a fé.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

O eco





O eco é aquela voz que reverbera pelo ambiente até morrer, é uma conversa consigo mesmo. É o grito do silêncio se propagando até perder toda a força e sumir como se fosse recolhido a seu lugar de origem. Mas volta com toda sua força, desde que o exijam as circunstâncias. Assim são as perguntas para as quais não obtemos resposta, essas perguntas são feitas a nós mesmos e encontram guarida no silêncio, no grande silêncio de nossas almas. 
São vozes insistentes que clamam por uma racionalidade nada convincente. São insistências mudas, obstinadas. Estão ali, mesmo que as queiramos abandonar, incômodas, invasivas, chatas. 
É um eu tinhoso com a pretensão de ser nós; é a busca por uma resposta que de tão óbvia conduz à banalidade. É o ver sem querer crer. É o ápice da insensatez, sim, o momento de total abandono do bom senso para dar lugar a uma credulidade patética. 
Como silenciar tamanho vilão a ponto de deixá-lo mudo para sempre? Seria a fria e dura constatação de uma realidade subconscientemente rejeitada? Seria deixar ao destino a tarefa de sepultá-lo? Seria adquirir o cinismo dos arrogantes? Seria melhor converter-se ao ceticismo? Qual o remédio mais eficaz?
Todas essas indagações nada mais são que a externalização do eco, ressoando nesse papel virtualizado. Não, não há como exterminá-lo enquanto não for vivido o luto. O luto é a forma concreta de se desfazer de algumas bagagens, sejam elas pesadas ou leves, concretas ou abstratas. 
Se insistirmos em pular etapas, todo o esforço será inútil, resultará em desarmonia espiritual e trará sérios prejuízos as relações no mundo físico.

Paz em Jesus






A paz de Deus que nos foi doada por sua infinita misericórdia é um presente realmente grandioso. Promove-nos capacidade de reflexão. A partir dela sabemos exatamente o que em nós agrada ao coração do pai. Ele não nos roubaria, não iria suprimir nada em nossa natureza que viesse a nos fazer falta. Papai em sua infinita sabedoria conhece cada recôndito do ser humano, nossas debilidades, nossas fragilidades, nossas tendências ao erro, nosso desejo de amá-lo mais, nosso desejo de servi-lo, nossa necessidade de ser e fazer feliz, jamais nos legaria algo que fosse um peso insuportável.
A paz de Deus é sim, um presente, bem presente naqueles que o buscam em espírito e em verdade. É freio e acelerador, é energia e inércia, é movimento e estagnação. É tudo de que precisamos nos momentos oportunos. Sua ação em nossa vida tenciona apenas nos preencher, invade espaços abertos e os completa, fecha feridas e impede o surgimento de novas, faz calar a voz louca e faz surgir a sabedoria, mostra-nos a retidão e nos livra dos caminhos tortuosos. A paz de Deus não é a total ausência de conflito e dor, ao contrário, nos coloca no front e diz: não te mandei eu? A paz de Deus é sentimento de obediência, obediência pelo prazer de saber que nos braços do pai há regaço e que nunca nos faltará o calor que nos aquece e o abrigo para os dias de frio.
A paz de Deus é paz interior e com a humanidade. É benção anunciada por seus arautos desde os tempos antigos, é cumprimento de promessa.
Que possamos todos usufruir desse tão maravilhoso presente, conscientes de que nada nos falta por que quando cheios de sua paz, não há escassez, mais provável que sobeje.
Que a paz de Jesus encontre guarida em nossos corações e nos leve ao Éden espiritual.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Um voo chamado saudade





O que é a saudade? É um passarinho que abre suas asas em pleno voo, viaja por distâncias imensas e quando cansado, repousa em algum lugar que lhe seja aprazível. A saudade é o recolhimento em busca de si mesmo, de seus valores, do que lhe é precioso, a saudade é uma volta pra casa, com intenção de não mais partir. A saudade é uma ilusão por que depois de refeito ele novamente se vai...voa passarinho, faz teu ninho onde te saciem a sede e te matem a fome!


sábado, 8 de novembro de 2014

Vinho, quanto mais velho melhor


 
 
 
 
Os enófilos, afirmam que quanto mais curtido, melhor o sabor do vinho. são especialistas em estuda-los. Essa afirmação já compõe o cenário social há muito, todos sabemos disso, ainda que não entendamos nada de vinhos.
Assim também são os homens, quanto mais maduros, melhor. Essa potencialização se dá por aprenderem que a juventude tem sua graça, mas não tem sabedoria, discernimento, isso só se adquire ao longo da vida.
Os homens que atingem a maturidade geralmente são bons ouvintes, bons amigos e bons amantes.
Sabem diferenciar uma mulher de uma menina, encantam-se pela menina que há em cada mulher.
Sabem que amar é um exercício de paciência, não há pressa. Buscam o encantamento, nutrem o prazer da observação, esperam pelas reações, esperam que a fêmea que se torna alvo de seu afeto entregue-se sem reservas a seu encanto. Sim, os homens maduros sabem esperar. Mas não o fazem de forma narcísica e egoísta, o fazem partilhando, interagindo, integrando a cena. São partícipes, não expectadores. Sabem que a conquista se dá através de sutilezas, de gestos simples mas precisos. são espécie de cirurgiões, analisam, detalham e no momento de agir são realmente precisos, sabem que uma falha essencial, será responsável por destruir meses, anos até, de trabalho.
São carinhosos, meninos, moleques, alegres, fanfarrões até, em alguns momentos. Esses aspectos só lhes acrescenta um certo charme, por que dosados. Não há exageros, não há precipitação, sabem controlar seus impulsos, quando necessário. Mas também sabem deixar fluir e vir a tona a testosterona. Tudo no tempo devido. Vêm uma mulher como uma mulher, não como um objeto de prazer, não como uma manequim, não como vitrine. São homens que aguçaram seu poder de observação e sabem o que é natural e artificial em uma mulher. Sabem quando há autenticidade e quando há um fantoche. A vida foi-lhes generosa em propiciar-lhes compreensão. Não se trata apenas de idade cronológica, também; mas de aprendizado, de maturidade.
Cada fase trás consigo alegrias e tristezas, mas se temos sabedoria, podemos fazer a otimização do aspecto bom de cada uma delas. Sim, vale a pena conhecer e degustar esse vinho, haverá no percurso muita bebida barata, de fácil acesso e de grande divulgação. Contudo, melhor apurar o paladar e o olfato, eles nos farão escolher o melhor.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Reflexão


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E assim, tirarás o sangue inocente do meio de ti, se fizeres o que é reto aos olhos do Senhor. (Deuteronômio 21:9).

A história nos apresenta vários tipos de "senhores", a relação feudal; a relação escravagista; a relação capitalista; a relação desigual entre os que se pretendem pares, enfim, toda uma gama de senhorios. Entretanto, para compreendermos o alcance do texto é preciso que identifiquemos quem é o nosso "Senhor". Feito isso, saberemos o que é reto a seus olhos, prq essa compreensão envolve os princípios do Senhor e do servo.
Entendo que somos responsáveis por sangue inocente derramado entre nós, quando negligenciamos o dever de cuidado, a preservação de nosso habitat, quando insistimos em atitudes como: o amor não doado, o pão não partilhado, a dor não acolhida, o frio não aquecido...
Prossigamos em conhecer a retidão que constitui o caráter de nosso "Senhor", para então sabermos se queremos fazer o que é reto a seus olhos ou pagarmos o preço de nossa indolência.