segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Ser





Há flor, que linda! Sim, há flor...
Sei que na vida há flor, não, não adianta, não vão me convencer do contrário
Há flor e sinto seu aroma
Sinto sua maciez
Sinto sua suavidade
Que me importam os espinhos? São apenas detalhes para exibir a fragilidade da flor
Apenas a enaltecem. Espinhos! Sua brutalidade só a protege, vocês não são os algozes a que se propõem
vocês são os braços fortes que a rodeiam, que a circundam e assim formam um cordão de isolamento
nenhum mal poderá ceifá-la. Vocês estão a postos e ela já os conhece
já sabe seu potencial e não pensem que chora, não! Está umedecendo seus corpos para que sintam que há troca, ao sentir o friozinho do orvalho escorrendo por seus corpos saberão que ela se importa. Importa-se porque está é a natureza da rosa, veio para colorir e perfumar e nada, entenderam? Nada a fará interromper seu ciclo.
Continuará sendo rosa e vocês continuarão sendo espinhos.

sábado, 22 de novembro de 2014

Papo de Coração





Esse gente é pra nós mulheres. Mulheres jovens, de meia idade ou idosas, não importa.
Quero conversar francamente sobre um assunto que muito nos interessa, tandandan...qual será? Isso meninas, o amor.
Somos mulheres lindas, profissionais, sociáveis, cheias de projetos e sonhos, contudo dentre esses objetivos está o de compartilhar nossa vida com alguém especial. Isso é fato.
Hoje, após tantas observações e vivências, posso dizer que não há porque precipitação ou desespero, afinal, temos tantas coisas boas que ocupam nosso dia a dia, tantas perspectivas são plausíveis e nos trazem alegrias. Sim, tudo isso é verdade, tudo isso de fato acontece, temos familiares, amigos, colegas de trabalho, faculdade, vizinhos, enfim, tudo forma um círculo que nos mantém ativas e produtivas, aspectos sem os quais não há vida saudável.
Todavia, a despeito de toda essa gama de atividades, sentimo-nos às vezes sós, no que concerne a uma companhia mais próxima, mais aconchegante, mais íntima. Queremos viver nossos dias compartilhando com alguém que tenha a mesma vibração que nós. 
Então, meninas quero ser o mais franca possível. Algumas regras devem ser observadas para que possamos usufruir da benção de ter e ser um bom companheiro.
Ei-las: Primeiro não devemos abrir mão de nossos princípios; segundo não devemos abrir mão de nossa individualidade, seremos dois com um mesmo propósito, mas ainda somos um ser individual; terceiro não devemos aceitar tratamento desrespeitoso, porque os dois precisam se respeitar e muito; quarto quem vc é e o que vc quer deve ficar claro, ser autêntico, nunca imitar ou viver a vida de outrem; quinto nunca se mutilar pra agradar, isso é atirar no seu próprio pé, um dia vc vai cobrar do outro; sexto não faça sexo se não quiser ou se não achar que ainda é o momento, sexo é maravilhoso e é benção, contudo é escolha para os dois; sétimo não aceite ser usada, manipulada, enganada, se tiver alguma dúvida quanto ao caráter do cidadão, não o deixe prosseguir. Coloque freios, antes que se machuque; oitavo não aceite ser a menininha ingênua, leia os sinais, observe as atitudes; nono, não se desrespeite, se valorize, se cuide, se mime, curta, viaje, trabalhe, estude, conheça pessoas, não se isole, não se anule e décimo e último: não aceite envolver-se com homens comprometidos com outras mulheres, a não ser que vc só queira aventura.
Meninas, são apenas orientações, não são taxativas e nem obrigatórias. Falo de experiência e de algumas frustrações que nos ensinam. Hoje mais do que nunca, sei o que quero e o que não quero. Quero rir, namorar, transar, passear, viajar, cuidar quando preciso for, sem ser mãe do cidadão, claro.
Não quero ser a outra, ser enganada, ser controlada, ser policiada, ser invadida, ser desrespeitada.
Namorar ingenuamente, pegar na mão, comer algodão doce, andar em cima do meio fio é maravilhoso. Namorar no sentido bíblico, é espetacular, suar, gemer, tocar, cheirar, fuçar, inventar, é tudo de bom.
Portanto, queridas amigas, o segredo de viver e ser feliz consiste em saber o que se quer e sobretudo, o que não se quer. Que venham os gatos e que sejamos gatinhas prontas a miar em seus ouvidinhos!
Aprendi na palavra de Deus um versículo que hoje me fala muito - "sobre tudo que se deve guardar, guarda o teu coração". (bíblia sagrada).

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Quando o espírito soprar


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A narrativa no livro de Ezequiel 37, nos fala que, "O Senhor me levou em espírito a um vale que estava cheio de ossos secos..." e ordenou que profetizasse sobre eles. O curiosos é que a profecia se resumia a uma outra ordem: ossos secos, ouvi a palavra do Senhor! Quanta responsabilidade percebo nesse relato. Há a responsabilidade do profeta em profetizar, há a responsabilidade nos ossos em se dispor a ouvir. Em outra passagem a bíblia nos relata que o crer vem pelo ouvir. Percebemos nesse episódio que Deus nos dá sempre a possibilidade de escolher. 
Antes que ordenasse ao profeta que proferisse as palavras, havia perguntado se aqueles ossos poderiam viver e a resposta foi: Senhor tu o sabes. Uma demonstração de que a nossa fé, a nossa força, a nossa vitória vem do Senhor. 
Ao longo de nossa trajetória estamos sempre tomando decisões que variam em importância e prioridade. Nossa vida material, física é resultado de nossas escolhas espirituais. Temos vida ou estamos como aqueles ossos; sequíssimos? Muitas vezes nos vemos como zumbis, automatizados, empurrados por crenças que não produzem ânima, não geram vida. Ao contrário, nossas escolhas parecem nos enterrar a cada dia, parece que estamos sempre em busca do elo perdido.
Esse texto bíblico sempre me emocionou por sua profundidade e simplicidade simultâneas. 
Creio que Deus em sua infinita misericórdia quer apenas soprar o seu espírito em nossas narinas e nos fazer reviver; quer que encontremos aquilo que se perdeu em nós e nos levou para a morte. 
Há um chamamento constante para esse momento, há arautos proclamando nosso estado de miséria e nos conclamando a ouvir a palavra de Deus. Há um soprar do espírito que não cessa pairando no ar. Enquanto buscamos de todas as formas possíveis encontrar a energia vital, quer seja em meditações, quer seja em entretenimento, quer seja em prazeres carnais, quer seja em completo isolamento, quer seja em adoração egoística, quer seja em veneração de nós mesmos, o espírito de Deus está ali, latente, pronto a nos dar o que buscamos, assim queiramos ouvir a voz do Senhor. A voz que ressoa, que ecoa longe, que vibra em nossos corações, que escoa pelos nossos poros. A única que se basta, que nos basta e que diz: "e porei nervos sobre vós, e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o meu espírito e vivereis, e sabereis que eu sou o Senhor".
E desse dia em diante tudo terá uma nova dimensão e nossa busca termina. Viveremos as descobertas do paraiso a despeito de estarmos na terra, onde teremos aflições. Todavia, o motor que nos move é incorruptível. Glória pois ao Senhor que fez o espírito soprar!


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Qual a sua descendência?


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No livro de I Samuel Capítulo 17 - vemos a narrativa da morte do gigante Golias operada pelo pequeno Davi. Ao enviá-lo para a batalha o Rei Saul indaga sobre quem são seus pais. Quando Davi volta vencedor, lhe faz diretamente a seguinte pergunta: de quem és filho?
Somos fruto dos valores adquiridos em família, herdados de nossos pais. Lembro-me que quando resolvi fumar o fazia escondido de meus pais. Sabia que eles não aprovariam e não me sentia pronta para abandonar aquele prazer. Por isso me esgueirava pelos escuros torcendo para que a fumaça não os levasse ali.
Numa dimensão física, isso é perfeitamente possível, nossos pais não são onicientes e onipresentes. Contudo, em uma dimensão espiritual não podemos. Não há como nos esconder daquele em quem temos crido. Se o aceitamos como pai, iremos também respeitá-lo e levar em conta seus princípios.
O que faremos quando estivermos portando aquele "cigarro"? Sim, nossos prazeres que inconcientes ou não, insistimos em fumá-los. Muitas vezes não nos importando com as consequências que serão trazidas àqueles que amamos e que gostaríamos de não magoar. Será que os prazeres a que nos entregamos, são por si só auto-imunes? Será que em nome de circunstâncias passageiras não estamos destruindo toda uma construção de anos? Será que nosso egoísmo é uma ode a Narciso? Se for, sabemos o final da história. 
O fato é que precisamos responder a essa pergunta retórica que ecoa ainda hoje em nossos ouvidos: de quem és filho?

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Aquieta o coração






Gosto de uma melodia que aprendi na igreja batista e cantava a plenos pulmões. Falava sobre estar tranquilo quanto ao presente e descansar quanto ao futuro, pois Deus estava cuidando de tudo.

Ei-la:
Não tenha sobre si nenhum cuidado, qualquer que seja
Pois um, somente um, seria muito para ti
É meu somente meu, todo o trabalho
E o teu trabalho é descansar em mim.
Qual ser humano não gostaria de ter essa convicção? É possível viver a literalidade dessa letra?
Sinceramente, para pessoas educadas em um sistema capitalista, isso é uma utopia sem precedentes na história. Enquanto testemunho de fé, sabemos que há situações em que podemos viver esse descanso,  mas no cotidiano nos vemos em uma série de outras em que nosso estado interior nos impele a uma inquietação constante. Questões como suprimento das necessidades básicas de subsistência, por exemplo. Qual a tranquilidade que um pai de família tem quando sabe que por estar desempregado seus filhos passarão privações? Sabemos que isso tira o sossego. 
Até os dias de hoje tenho tentado exercer essa fé que me dará a tranquilidade almejada. Creio nas promessas da palavra de Deus, em muitas situações vi milagres em minha casa e ainda assim, sou fraca o suficiente para não me aquietar. 
Rogo ao pai que me ensine o caminho de seu coração e que me dê sabedoria e olhos espirituais abertos para ver suas maravilhas e não duvidar. 
Por que uma coisa é certa: se prometeu é fiel para cumprir.
Então minha oração não tem sido outra senão a que foi feita para os discípulos de Jesus: Pai, aumenta-lhes a fé.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

O eco





O eco é aquela voz que reverbera pelo ambiente até morrer, é uma conversa consigo mesmo. É o grito do silêncio se propagando até perder toda a força e sumir como se fosse recolhido a seu lugar de origem. Mas volta com toda sua força, desde que o exijam as circunstâncias. Assim são as perguntas para as quais não obtemos resposta, essas perguntas são feitas a nós mesmos e encontram guarida no silêncio, no grande silêncio de nossas almas. 
São vozes insistentes que clamam por uma racionalidade nada convincente. São insistências mudas, obstinadas. Estão ali, mesmo que as queiramos abandonar, incômodas, invasivas, chatas. 
É um eu tinhoso com a pretensão de ser nós; é a busca por uma resposta que de tão óbvia conduz à banalidade. É o ver sem querer crer. É o ápice da insensatez, sim, o momento de total abandono do bom senso para dar lugar a uma credulidade patética. 
Como silenciar tamanho vilão a ponto de deixá-lo mudo para sempre? Seria a fria e dura constatação de uma realidade subconscientemente rejeitada? Seria deixar ao destino a tarefa de sepultá-lo? Seria adquirir o cinismo dos arrogantes? Seria melhor converter-se ao ceticismo? Qual o remédio mais eficaz?
Todas essas indagações nada mais são que a externalização do eco, ressoando nesse papel virtualizado. Não, não há como exterminá-lo enquanto não for vivido o luto. O luto é a forma concreta de se desfazer de algumas bagagens, sejam elas pesadas ou leves, concretas ou abstratas. 
Se insistirmos em pular etapas, todo o esforço será inútil, resultará em desarmonia espiritual e trará sérios prejuízos as relações no mundo físico.

Paz em Jesus






A paz de Deus que nos foi doada por sua infinita misericórdia é um presente realmente grandioso. Promove-nos capacidade de reflexão. A partir dela sabemos exatamente o que em nós agrada ao coração do pai. Ele não nos roubaria, não iria suprimir nada em nossa natureza que viesse a nos fazer falta. Papai em sua infinita sabedoria conhece cada recôndito do ser humano, nossas debilidades, nossas fragilidades, nossas tendências ao erro, nosso desejo de amá-lo mais, nosso desejo de servi-lo, nossa necessidade de ser e fazer feliz, jamais nos legaria algo que fosse um peso insuportável.
A paz de Deus é sim, um presente, bem presente naqueles que o buscam em espírito e em verdade. É freio e acelerador, é energia e inércia, é movimento e estagnação. É tudo de que precisamos nos momentos oportunos. Sua ação em nossa vida tenciona apenas nos preencher, invade espaços abertos e os completa, fecha feridas e impede o surgimento de novas, faz calar a voz louca e faz surgir a sabedoria, mostra-nos a retidão e nos livra dos caminhos tortuosos. A paz de Deus não é a total ausência de conflito e dor, ao contrário, nos coloca no front e diz: não te mandei eu? A paz de Deus é sentimento de obediência, obediência pelo prazer de saber que nos braços do pai há regaço e que nunca nos faltará o calor que nos aquece e o abrigo para os dias de frio.
A paz de Deus é paz interior e com a humanidade. É benção anunciada por seus arautos desde os tempos antigos, é cumprimento de promessa.
Que possamos todos usufruir desse tão maravilhoso presente, conscientes de que nada nos falta por que quando cheios de sua paz, não há escassez, mais provável que sobeje.
Que a paz de Jesus encontre guarida em nossos corações e nos leve ao Éden espiritual.