sábado, 13 de dezembro de 2014

Um peixe num aquário e aquário num peixe


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Li ainda a pouco em um blog sobre a compatibilidade entre os signos de aquário e peixes. Achei engraçado porque dentro de uma racionalidade bem lógica, peixe já está intrínsecamente ligado a um aquário ou melhor, um aquário está irremediavelmente ligado a peixes, do contrário qual sua funcionalidade?
Descobri que a personalidade aquariana tem mesmo muitos elementos que combinam com a personalidade pisciana. 
Ambos são contemplativos e desapegados da matéria. Ambos são sonhadores, apegados aos prazeres sexuais, admiram intelectualidade, um bom papo e não se prendem a ninguém sob promessas de amor eterno. Sabem que o amor deve ser doado com intensidade e vivido até o limite em que seja bom para os dois. Sabem que uma convivência conflituosa ou de aparências não satisfaz suas almas.
Aquário por sua vez, é mais enfático em relação à verdade; peixes mais flexível, acredita que verdadeiro é o sentimento, ainda que precise "escapar" de vez em quando, não estará havendo falta com a verdade.
São visões diferentes e passíveis de entendimento, contudo, não fogem ao campo da compreensão e podem perfeitamente ser trabalhadas em prol de um objetivo comum. 
Sou mesmo apaixonada pela personalidade aquariana, não poderia ser de outro sígno. Também estou completamente apaixonada pela personalidade pisciana. Entendo que a vida deve ser leve e negociada, nunca inflexível e sem voltas. O caminho que traçamos ora avança e ora retroage e isso, não necessariamente, gera mutilações.
Se não fere a essência é porque não é nocivo, é apenas ajustável.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Marcas





As marcas existem, são reais. Fazem parte do cotidiano e nos revelam a dor de crescer. Ainda que sejam boas geram dor, a dor da saudade quando se vão. 
Que aprendizado difícil é aquele gerado pelas marcas, somos nesse momento semelhantes aos animais predestinados ao abate. São marcados a fogo para que possam ser distinguidos pelo dono. 
Em um mundo capitalista todas as formas de relações são permeadas pela propriedade. Cada manifestação de vontade exprime um forte teor de marcação de terreno. Será que ainda veremos em algum ser, entregas destituídas de posse? 
É impossível não refletir sobre esses aspectos pois mesmo que a relação não tenha nenhuma conexão com finanças ou profissões, vemos nítida a preocupação em imprimir a marca do poder, do controle. As relações afetivas foram forjadas em parâmetros de "conquistas" aos moldes do imperialismo, onde conquistar significava excluir e subjugar um povo, apossando-se de seus despojos. 
Terminantemente amor não se coaduna com posse. Amar é sobretudo deixar livre, dar opções, revelar-se. Sim, sem conhecimento não há escolha. 
A história é repleta de fatos que comprovam essa verdade. Se os americanos soubessem quem eram os espanhóis, os escolheriam? 
A relação de propriedade é nociva, pois escraviza pessoas e sentimentos, é a verdadeira coisificação e quem não se enquadra nesse diapasão, termina por ficar à margem. 
Amor tem se mostrado nesse contexto, um sentimento solitário, pois despossuído. 
Aquele que não sabe amar ou se deixar amar, dentro do modelo ardiloso e segregador que ai está, carrega consigo marcas profundas. Marcas recorrentes que antes de cicatrizarem já terão sobre si novas formações. 
O amor genuíno agoniza, que dooooooooor! Será que ainda veremos disposições francas, honestas, sinceras, de entrega? Será que teremos mesmo que nos render a esse modelo mesquinho e escravizante?  
Nãooooooooooooooo! Sei que há em algum lugar um remanescente. Sei que por amor de um que seja, valerá a pena crer na existência de um Éden, antes da queda, é claro. 
Sei que não viríamos dotados de capacidade de amar se tivéssemos que a cada situação provar que somos guerreiros. Não, há alguma forma de amar que seja simplesmente amor, que não seja uma arena sangrenta, pronta a testar nosso potencial destrutivo. 
Deus é o mesmo, ontem, hoje e sempre e seu amor um dia será derramado nos corações, os quais se renderão e verão a luz.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Dar sem perder


A cada circunstância compreendo mais que nossa essência é o que faz a diferença em qualquer forma de relação, quer seja profissional, fraternal ou amorosa.


Nunca devemos permitir ser anulados por qualquer pressão emocional, temos nossas crenças e valores, a forma como o outro reagirá a elas é uma escolha dele e sobre a qual nada podemos fazer. A empatia consiste em colocar-se no lugar do outro até o limite em que não haja uma fusão de personalidades. A empatia é um ato de respeito a esfera pessoal de cada um, nunca uma troca de personalidade.

Podemos compreender limitações e respeitar escolhas, mas não devemos encarná-las como sendo nossas. Esse entendimento nos faz seguir de cabeça erguida.





sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Brincar de viver


" De repente fico rindo à toa sem saber porque e vem a vontade de sonhar..."
Rir à toa é uma das maiores aventuras a que podemos nos entregar, o que seria de nós se perdéssemos o sentido lúdico da vida? 
Nunnnnnnnnnnnnnnca, brincar é uma missão cujo êxito encerra-se em si mesmo. Por isso amados, ainda que a idade ou as articulações queiram entravar o processo, resistam. A vida só é plena se não perdemos a ludicidade. A gente, cai e ri da queda; a gente chora e bebe o choro e ai descobre que é salgadinho e ri, ri de saber que até no choro há solução (solução...kkkkktrocadilho legal); a gente perde e descobre que ainda há tanta coisa a ganhar e ri, ri muito porque nossa musculatura é tão acostumada a rir, que já responde automaticamente. A gente descobre que ser feliz é uma extenção de nosso brincar. A gente descobre que a criança que há em nós nos mantém sorrindo até que envelheçamos. Então a gente entende que o melhor da vida está em brincar de viver e que crianças são amadas por sua pureza, por sua ingenuidade e por sua eterna leveza que as faz entregar-se sem reservas e correr ao encontro de seu alvo e abrir os braços para a felicidade. 
Que nunca deixemos de brincar, de ser leves, de acreditar que embora tudo nos apresente dissabores, há um arco íres lindo no final. 
Vamos brincar de viver?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Olhos


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"Se teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso, se teus olhos forem maus que grande trevas serão" (Bíblia Sagrada).
Insisto em olhar a vida de forma a vê-la bela. Lembro-me do Éden, que lindo! Foi esse lugar que papai pensou pra nós. Lindo, cheio de possibilidades. Sim, mas havia lá a Serpente! Verdade, ela estava lá.
Há quem afirme que toda a existência é dual, há sempre dois lados; um bom e um ruím. Gosto desse modo de observar, mas prefiro valorizar o lado bom. De vez em quando a vida nos apronta surpresas desagradáveis, entendo como sendo o lado ruím e logo procuro o lado bom. Não brinco de Poliana, não é isso. Poliana só contemplava a vida por um prisma, eu não, contemplo os dois aspectos mas me atenho a apenas um. 
Todo o nosso caminhar nos conduz a algum lugar, às vezes abrimos as portas ao infortúnio, sim, isso acontece. São nossas aspirações, desejos, carências que estão nos impulsionando. Esses elementos são irracionais na maior parte do tempo, nos impedem de ver com clareza e nos fazem arrastar-nos por longas distâncias em terrenos inapropriados. Quando isso acontece devemos maldizer o caminho, o solo em que pisamos? Nãoooooooooo, antes devemos entender o porquê de termos chegado até ali e extrair lições para as próximas caminhadas. 
Estamos todos no mesmo barco, caminhantes e caminhos, um decidiu trilhar e o outro ofereceu-se para ser trilhado. É uma relação de agente e paciente, queremos ambos viver experiências que nos acrescentarão ou não, depende de como iremos interpretar o desfecho. 
Penso que conforme a orientação bíblica, devemos ver nossas entregas, nossas caminhadas, como uma nova experiência de onde é possível extrair um aprendizado duradouro e salutar. Nada de sofrimento contínuo ou de abrigar mágoa no coração. Precisamos entender que se o caminho que trilhamos nos trouxe dor é preciso voltar atrás, sacudir a poeira para então seguir adiante. Assim será possível empreender novas caminhadas munidos de uma maior proteção. Toda experiência, ainda que dolorosa, é válida e o caminho que percorremos jamais deve ser amaldiçoado pois nos trouxe alegrias circunstanciais e aprendizados duradouros. 
Exercitemos o olhar límpido, livre de qualquer engano, por que esse nos fará feliz, será uma reta, com certeza.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Tudo em paz


Amar é acreditar, acreditar e acreditar. Não no outro mas em você mesmo. É saber que por mais que te tirem, nada irá faltar. Amor é fonte inesgotável, não há dor, nem decepção, nem mágoa que possa fazer secar essa fonte. Amor procede de Deus e sua natureza é imutável, acreditem. 
O amor é eterno e subsistirá a qualquer forma de destruição.

Soltando a bagagem





Já imaginaram o deslocamento de alguém que traz consigo pedras, paus, areia e outros artefatos pesados? Difícil né? Muitas vezes impossível. Sabiam que é assim que muitos de nós nos encontramos em alguns momentos de nossa vida? Recolhemos inconscientemente todos os entulhos que encontramos pelo caminho e insistimos em carregá-los pela vida afora. 
Logicamente não vamos longe e às vezes, não saímos do lugar, o peso é tão grande que nos é impossível desenvolver qualquer movimento.
Papai do céu nos orienta a trocar com ele nossas bagagens para que assim possamos caminhar leves. Quando nos libertamos do peso que nos oprime, caminhamos. Passamos a ver o que nos rodeia; pessoas, paisagens, novas trilhas, novas rotas. 
Não precisamos carregar o mundo nas costas, isso é ilusão. Não somos super homens, somos seres humanos, limitados e frágeis para comportar tanto peso.
Joguemos fora as bagagens que nos aprisionam, soltemos a mão que nos coloca algemas, sejamos desprovidos de bens até, mas sejamos livres. Deus nos criou para a liberdade. a liberdade é um bem indisponível calcado na verdade, só ela pode nos fazer soltar nossas bagagens. Não! Não precisamos ter medo de criar asas, temos defesas naturais que nos propiciarão voos livres com segurança. 
Sim, soltemos nossas bagagens, elas são enganosas, nos prometem segurança fictícia, nos fazem crer que são nossas bases, nossos alicerces, tudo é mentira. Nosso alicerce está em Deus que nos deu uma constituição semelhante a dele nos provendo de sua força e capacitação. Somos fortes, a despeito de sermos frágeis, somos capazes a despeito de sermos limitados. Não devemos aceitar nenhum condicionamento ainda que nos prometa felicidade, porque essa, só encontraremos quando formos cidadãos de nossa própria vida. Temos a liberdade de ir e vir, ficar ou partir é fruto de nossa escolha. Rir e chorar faz parte de nossa engrenagem, contudo nenhum um nem outro determina nossa trajetória. Sejamos Senhores de nós mesmos, sem admitir que decepções, frustrações ou mágoas nos detenham. Joguemos fora essas bagagens nocivas, soltemos as amarras e não permitamos nenhum tipo de cadeia.
Vivamos a liberdade que há em Jesus e assim seremos verdadeiramente livres.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Ser





Há flor, que linda! Sim, há flor...
Sei que na vida há flor, não, não adianta, não vão me convencer do contrário
Há flor e sinto seu aroma
Sinto sua maciez
Sinto sua suavidade
Que me importam os espinhos? São apenas detalhes para exibir a fragilidade da flor
Apenas a enaltecem. Espinhos! Sua brutalidade só a protege, vocês não são os algozes a que se propõem
vocês são os braços fortes que a rodeiam, que a circundam e assim formam um cordão de isolamento
nenhum mal poderá ceifá-la. Vocês estão a postos e ela já os conhece
já sabe seu potencial e não pensem que chora, não! Está umedecendo seus corpos para que sintam que há troca, ao sentir o friozinho do orvalho escorrendo por seus corpos saberão que ela se importa. Importa-se porque está é a natureza da rosa, veio para colorir e perfumar e nada, entenderam? Nada a fará interromper seu ciclo.
Continuará sendo rosa e vocês continuarão sendo espinhos.

sábado, 22 de novembro de 2014

Papo de Coração





Esse gente é pra nós mulheres. Mulheres jovens, de meia idade ou idosas, não importa.
Quero conversar francamente sobre um assunto que muito nos interessa, tandandan...qual será? Isso meninas, o amor.
Somos mulheres lindas, profissionais, sociáveis, cheias de projetos e sonhos, contudo dentre esses objetivos está o de compartilhar nossa vida com alguém especial. Isso é fato.
Hoje, após tantas observações e vivências, posso dizer que não há porque precipitação ou desespero, afinal, temos tantas coisas boas que ocupam nosso dia a dia, tantas perspectivas são plausíveis e nos trazem alegrias. Sim, tudo isso é verdade, tudo isso de fato acontece, temos familiares, amigos, colegas de trabalho, faculdade, vizinhos, enfim, tudo forma um círculo que nos mantém ativas e produtivas, aspectos sem os quais não há vida saudável.
Todavia, a despeito de toda essa gama de atividades, sentimo-nos às vezes sós, no que concerne a uma companhia mais próxima, mais aconchegante, mais íntima. Queremos viver nossos dias compartilhando com alguém que tenha a mesma vibração que nós. 
Então, meninas quero ser o mais franca possível. Algumas regras devem ser observadas para que possamos usufruir da benção de ter e ser um bom companheiro.
Ei-las: Primeiro não devemos abrir mão de nossos princípios; segundo não devemos abrir mão de nossa individualidade, seremos dois com um mesmo propósito, mas ainda somos um ser individual; terceiro não devemos aceitar tratamento desrespeitoso, porque os dois precisam se respeitar e muito; quarto quem vc é e o que vc quer deve ficar claro, ser autêntico, nunca imitar ou viver a vida de outrem; quinto nunca se mutilar pra agradar, isso é atirar no seu próprio pé, um dia vc vai cobrar do outro; sexto não faça sexo se não quiser ou se não achar que ainda é o momento, sexo é maravilhoso e é benção, contudo é escolha para os dois; sétimo não aceite ser usada, manipulada, enganada, se tiver alguma dúvida quanto ao caráter do cidadão, não o deixe prosseguir. Coloque freios, antes que se machuque; oitavo não aceite ser a menininha ingênua, leia os sinais, observe as atitudes; nono, não se desrespeite, se valorize, se cuide, se mime, curta, viaje, trabalhe, estude, conheça pessoas, não se isole, não se anule e décimo e último: não aceite envolver-se com homens comprometidos com outras mulheres, a não ser que vc só queira aventura.
Meninas, são apenas orientações, não são taxativas e nem obrigatórias. Falo de experiência e de algumas frustrações que nos ensinam. Hoje mais do que nunca, sei o que quero e o que não quero. Quero rir, namorar, transar, passear, viajar, cuidar quando preciso for, sem ser mãe do cidadão, claro.
Não quero ser a outra, ser enganada, ser controlada, ser policiada, ser invadida, ser desrespeitada.
Namorar ingenuamente, pegar na mão, comer algodão doce, andar em cima do meio fio é maravilhoso. Namorar no sentido bíblico, é espetacular, suar, gemer, tocar, cheirar, fuçar, inventar, é tudo de bom.
Portanto, queridas amigas, o segredo de viver e ser feliz consiste em saber o que se quer e sobretudo, o que não se quer. Que venham os gatos e que sejamos gatinhas prontas a miar em seus ouvidinhos!
Aprendi na palavra de Deus um versículo que hoje me fala muito - "sobre tudo que se deve guardar, guarda o teu coração". (bíblia sagrada).

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Quando o espírito soprar


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A narrativa no livro de Ezequiel 37, nos fala que, "O Senhor me levou em espírito a um vale que estava cheio de ossos secos..." e ordenou que profetizasse sobre eles. O curiosos é que a profecia se resumia a uma outra ordem: ossos secos, ouvi a palavra do Senhor! Quanta responsabilidade percebo nesse relato. Há a responsabilidade do profeta em profetizar, há a responsabilidade nos ossos em se dispor a ouvir. Em outra passagem a bíblia nos relata que o crer vem pelo ouvir. Percebemos nesse episódio que Deus nos dá sempre a possibilidade de escolher. 
Antes que ordenasse ao profeta que proferisse as palavras, havia perguntado se aqueles ossos poderiam viver e a resposta foi: Senhor tu o sabes. Uma demonstração de que a nossa fé, a nossa força, a nossa vitória vem do Senhor. 
Ao longo de nossa trajetória estamos sempre tomando decisões que variam em importância e prioridade. Nossa vida material, física é resultado de nossas escolhas espirituais. Temos vida ou estamos como aqueles ossos; sequíssimos? Muitas vezes nos vemos como zumbis, automatizados, empurrados por crenças que não produzem ânima, não geram vida. Ao contrário, nossas escolhas parecem nos enterrar a cada dia, parece que estamos sempre em busca do elo perdido.
Esse texto bíblico sempre me emocionou por sua profundidade e simplicidade simultâneas. 
Creio que Deus em sua infinita misericórdia quer apenas soprar o seu espírito em nossas narinas e nos fazer reviver; quer que encontremos aquilo que se perdeu em nós e nos levou para a morte. 
Há um chamamento constante para esse momento, há arautos proclamando nosso estado de miséria e nos conclamando a ouvir a palavra de Deus. Há um soprar do espírito que não cessa pairando no ar. Enquanto buscamos de todas as formas possíveis encontrar a energia vital, quer seja em meditações, quer seja em entretenimento, quer seja em prazeres carnais, quer seja em completo isolamento, quer seja em adoração egoística, quer seja em veneração de nós mesmos, o espírito de Deus está ali, latente, pronto a nos dar o que buscamos, assim queiramos ouvir a voz do Senhor. A voz que ressoa, que ecoa longe, que vibra em nossos corações, que escoa pelos nossos poros. A única que se basta, que nos basta e que diz: "e porei nervos sobre vós, e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o meu espírito e vivereis, e sabereis que eu sou o Senhor".
E desse dia em diante tudo terá uma nova dimensão e nossa busca termina. Viveremos as descobertas do paraiso a despeito de estarmos na terra, onde teremos aflições. Todavia, o motor que nos move é incorruptível. Glória pois ao Senhor que fez o espírito soprar!


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Qual a sua descendência?


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No livro de I Samuel Capítulo 17 - vemos a narrativa da morte do gigante Golias operada pelo pequeno Davi. Ao enviá-lo para a batalha o Rei Saul indaga sobre quem são seus pais. Quando Davi volta vencedor, lhe faz diretamente a seguinte pergunta: de quem és filho?
Somos fruto dos valores adquiridos em família, herdados de nossos pais. Lembro-me que quando resolvi fumar o fazia escondido de meus pais. Sabia que eles não aprovariam e não me sentia pronta para abandonar aquele prazer. Por isso me esgueirava pelos escuros torcendo para que a fumaça não os levasse ali.
Numa dimensão física, isso é perfeitamente possível, nossos pais não são onicientes e onipresentes. Contudo, em uma dimensão espiritual não podemos. Não há como nos esconder daquele em quem temos crido. Se o aceitamos como pai, iremos também respeitá-lo e levar em conta seus princípios.
O que faremos quando estivermos portando aquele "cigarro"? Sim, nossos prazeres que inconcientes ou não, insistimos em fumá-los. Muitas vezes não nos importando com as consequências que serão trazidas àqueles que amamos e que gostaríamos de não magoar. Será que os prazeres a que nos entregamos, são por si só auto-imunes? Será que em nome de circunstâncias passageiras não estamos destruindo toda uma construção de anos? Será que nosso egoísmo é uma ode a Narciso? Se for, sabemos o final da história. 
O fato é que precisamos responder a essa pergunta retórica que ecoa ainda hoje em nossos ouvidos: de quem és filho?

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Aquieta o coração






Gosto de uma melodia que aprendi na igreja batista e cantava a plenos pulmões. Falava sobre estar tranquilo quanto ao presente e descansar quanto ao futuro, pois Deus estava cuidando de tudo.

Ei-la:
Não tenha sobre si nenhum cuidado, qualquer que seja
Pois um, somente um, seria muito para ti
É meu somente meu, todo o trabalho
E o teu trabalho é descansar em mim.
Qual ser humano não gostaria de ter essa convicção? É possível viver a literalidade dessa letra?
Sinceramente, para pessoas educadas em um sistema capitalista, isso é uma utopia sem precedentes na história. Enquanto testemunho de fé, sabemos que há situações em que podemos viver esse descanso,  mas no cotidiano nos vemos em uma série de outras em que nosso estado interior nos impele a uma inquietação constante. Questões como suprimento das necessidades básicas de subsistência, por exemplo. Qual a tranquilidade que um pai de família tem quando sabe que por estar desempregado seus filhos passarão privações? Sabemos que isso tira o sossego. 
Até os dias de hoje tenho tentado exercer essa fé que me dará a tranquilidade almejada. Creio nas promessas da palavra de Deus, em muitas situações vi milagres em minha casa e ainda assim, sou fraca o suficiente para não me aquietar. 
Rogo ao pai que me ensine o caminho de seu coração e que me dê sabedoria e olhos espirituais abertos para ver suas maravilhas e não duvidar. 
Por que uma coisa é certa: se prometeu é fiel para cumprir.
Então minha oração não tem sido outra senão a que foi feita para os discípulos de Jesus: Pai, aumenta-lhes a fé.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

O eco





O eco é aquela voz que reverbera pelo ambiente até morrer, é uma conversa consigo mesmo. É o grito do silêncio se propagando até perder toda a força e sumir como se fosse recolhido a seu lugar de origem. Mas volta com toda sua força, desde que o exijam as circunstâncias. Assim são as perguntas para as quais não obtemos resposta, essas perguntas são feitas a nós mesmos e encontram guarida no silêncio, no grande silêncio de nossas almas. 
São vozes insistentes que clamam por uma racionalidade nada convincente. São insistências mudas, obstinadas. Estão ali, mesmo que as queiramos abandonar, incômodas, invasivas, chatas. 
É um eu tinhoso com a pretensão de ser nós; é a busca por uma resposta que de tão óbvia conduz à banalidade. É o ver sem querer crer. É o ápice da insensatez, sim, o momento de total abandono do bom senso para dar lugar a uma credulidade patética. 
Como silenciar tamanho vilão a ponto de deixá-lo mudo para sempre? Seria a fria e dura constatação de uma realidade subconscientemente rejeitada? Seria deixar ao destino a tarefa de sepultá-lo? Seria adquirir o cinismo dos arrogantes? Seria melhor converter-se ao ceticismo? Qual o remédio mais eficaz?
Todas essas indagações nada mais são que a externalização do eco, ressoando nesse papel virtualizado. Não, não há como exterminá-lo enquanto não for vivido o luto. O luto é a forma concreta de se desfazer de algumas bagagens, sejam elas pesadas ou leves, concretas ou abstratas. 
Se insistirmos em pular etapas, todo o esforço será inútil, resultará em desarmonia espiritual e trará sérios prejuízos as relações no mundo físico.

Paz em Jesus






A paz de Deus que nos foi doada por sua infinita misericórdia é um presente realmente grandioso. Promove-nos capacidade de reflexão. A partir dela sabemos exatamente o que em nós agrada ao coração do pai. Ele não nos roubaria, não iria suprimir nada em nossa natureza que viesse a nos fazer falta. Papai em sua infinita sabedoria conhece cada recôndito do ser humano, nossas debilidades, nossas fragilidades, nossas tendências ao erro, nosso desejo de amá-lo mais, nosso desejo de servi-lo, nossa necessidade de ser e fazer feliz, jamais nos legaria algo que fosse um peso insuportável.
A paz de Deus é sim, um presente, bem presente naqueles que o buscam em espírito e em verdade. É freio e acelerador, é energia e inércia, é movimento e estagnação. É tudo de que precisamos nos momentos oportunos. Sua ação em nossa vida tenciona apenas nos preencher, invade espaços abertos e os completa, fecha feridas e impede o surgimento de novas, faz calar a voz louca e faz surgir a sabedoria, mostra-nos a retidão e nos livra dos caminhos tortuosos. A paz de Deus não é a total ausência de conflito e dor, ao contrário, nos coloca no front e diz: não te mandei eu? A paz de Deus é sentimento de obediência, obediência pelo prazer de saber que nos braços do pai há regaço e que nunca nos faltará o calor que nos aquece e o abrigo para os dias de frio.
A paz de Deus é paz interior e com a humanidade. É benção anunciada por seus arautos desde os tempos antigos, é cumprimento de promessa.
Que possamos todos usufruir desse tão maravilhoso presente, conscientes de que nada nos falta por que quando cheios de sua paz, não há escassez, mais provável que sobeje.
Que a paz de Jesus encontre guarida em nossos corações e nos leve ao Éden espiritual.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Um voo chamado saudade





O que é a saudade? É um passarinho que abre suas asas em pleno voo, viaja por distâncias imensas e quando cansado, repousa em algum lugar que lhe seja aprazível. A saudade é o recolhimento em busca de si mesmo, de seus valores, do que lhe é precioso, a saudade é uma volta pra casa, com intenção de não mais partir. A saudade é uma ilusão por que depois de refeito ele novamente se vai...voa passarinho, faz teu ninho onde te saciem a sede e te matem a fome!


sábado, 8 de novembro de 2014

Vinho, quanto mais velho melhor


 
 
 
 
Os enófilos, afirmam que quanto mais curtido, melhor o sabor do vinho. são especialistas em estuda-los. Essa afirmação já compõe o cenário social há muito, todos sabemos disso, ainda que não entendamos nada de vinhos.
Assim também são os homens, quanto mais maduros, melhor. Essa potencialização se dá por aprenderem que a juventude tem sua graça, mas não tem sabedoria, discernimento, isso só se adquire ao longo da vida.
Os homens que atingem a maturidade geralmente são bons ouvintes, bons amigos e bons amantes.
Sabem diferenciar uma mulher de uma menina, encantam-se pela menina que há em cada mulher.
Sabem que amar é um exercício de paciência, não há pressa. Buscam o encantamento, nutrem o prazer da observação, esperam pelas reações, esperam que a fêmea que se torna alvo de seu afeto entregue-se sem reservas a seu encanto. Sim, os homens maduros sabem esperar. Mas não o fazem de forma narcísica e egoísta, o fazem partilhando, interagindo, integrando a cena. São partícipes, não expectadores. Sabem que a conquista se dá através de sutilezas, de gestos simples mas precisos. são espécie de cirurgiões, analisam, detalham e no momento de agir são realmente precisos, sabem que uma falha essencial, será responsável por destruir meses, anos até, de trabalho.
São carinhosos, meninos, moleques, alegres, fanfarrões até, em alguns momentos. Esses aspectos só lhes acrescenta um certo charme, por que dosados. Não há exageros, não há precipitação, sabem controlar seus impulsos, quando necessário. Mas também sabem deixar fluir e vir a tona a testosterona. Tudo no tempo devido. Vêm uma mulher como uma mulher, não como um objeto de prazer, não como uma manequim, não como vitrine. São homens que aguçaram seu poder de observação e sabem o que é natural e artificial em uma mulher. Sabem quando há autenticidade e quando há um fantoche. A vida foi-lhes generosa em propiciar-lhes compreensão. Não se trata apenas de idade cronológica, também; mas de aprendizado, de maturidade.
Cada fase trás consigo alegrias e tristezas, mas se temos sabedoria, podemos fazer a otimização do aspecto bom de cada uma delas. Sim, vale a pena conhecer e degustar esse vinho, haverá no percurso muita bebida barata, de fácil acesso e de grande divulgação. Contudo, melhor apurar o paladar e o olfato, eles nos farão escolher o melhor.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Reflexão


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E assim, tirarás o sangue inocente do meio de ti, se fizeres o que é reto aos olhos do Senhor. (Deuteronômio 21:9).

A história nos apresenta vários tipos de "senhores", a relação feudal; a relação escravagista; a relação capitalista; a relação desigual entre os que se pretendem pares, enfim, toda uma gama de senhorios. Entretanto, para compreendermos o alcance do texto é preciso que identifiquemos quem é o nosso "Senhor". Feito isso, saberemos o que é reto a seus olhos, prq essa compreensão envolve os princípios do Senhor e do servo.
Entendo que somos responsáveis por sangue inocente derramado entre nós, quando negligenciamos o dever de cuidado, a preservação de nosso habitat, quando insistimos em atitudes como: o amor não doado, o pão não partilhado, a dor não acolhida, o frio não aquecido...
Prossigamos em conhecer a retidão que constitui o caráter de nosso "Senhor", para então sabermos se queremos fazer o que é reto a seus olhos ou pagarmos o preço de nossa indolência.


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O Poder da Barba Malfeita



Não tem como resistir a uma barbinha menina, aquela que tá crescendo...Sabe a sensação de traquinar? Simmmmmmmmmm, o jeitinho de brincar com algo que não se sabe se perigoso ou não. É bem assim o roçar de uma barba nas costas, na nuca, no rosto...Aiiiiiiiii!
Gente, não dá pra resistir, quem tem preserve e quem não tem arranje, por que meninas vamos combinar que é tudo de bom.
Sabe aquela despretensão, aquela vontade de insinuar, aquela pegada forte e escorregadia ao mesmo tempo? É gente, uma barba malfeita é expressão de poder, poder de despertar sensações represadas, poder de despertar imaginação, poder de posse, mesmo que momentânea. Nãoooooooooooooo meninas, não tem como resistir a uma barba menina e qual a mulher que não se fascina com poder?

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Coitadinho? Questão de escolha


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Quero falar sobre comportamento. Escolhemos o caminho que queremos trilhar diariamente conforme a ocorrência dos fatos. Queremos ser pessoas ou vermes? Isso é apenas questão de escolha. 
Vou contar-lhes a história de uma mulher que conheço de perto, com muita intimidade. Essa mulher, assim como milhares no mundo, foi abandonada grávida, pelo progenitor da criança (não ouso chamá-lo pai). O crápula que a abandonou era um "verme" esclarecido e inteligente, bem sucedido financeiramente, desses que passam em qualquer concurso com colocação até o 5º lugar, no máximo. Então, poderia por esse fato odiar todos os homens e afastar-se deles ou tratá-los como objetos, mas escolheu outro caminho. Viveu o luto e tratou de criar sua prole com amor e dedicação e abriu-se a novas perspectivas.  O que fez a vida? Brindou-lhe com alguém especial, que a amou e amou sua cria, provendo-lhe sustento e afeto. É assim que a vida retribui quando não lançamos no universo apenas degetos. 
Ser ferido, magoado, usado, tratorizado é um risco que corremos por estarmos em contato com outros seres que julgamos dignos de confiança. Se eles nos decepcionam e nos causam traumas, o melhor a fazer, para nossa saúde física e mental, é seguirmos caminhos distintos e deixar que a vida se encarregue de trazer-lhes a recompensa por seus atos. Sim, por que na vida estamos vinculados à lei da semeadura.
Infelizmente vemos também pessoas que foram maltratadas e escolherem o caminho do "coitadinho" e baseados nesse sentimento de auto comiseração passam a tratar como objeto qualquer pessoa que tente demonstrar afeto por elas. Sabe o que esse comportamento vai trazer para si? Uma incrível solidão, uma eterna insatisfação e uma rabugice sem parâmetro. Lamentável que esse tipo de escolha ainda seja a preferida. O mundo seria melhor se aprendéssemos a lidar com as perdas, com as dores, sim, por que é apenas isso que tal comportamento denota: uma plena incapacidade de lidar com suas limitações. Uma debilidade que não se quer superar, provavelmente por medo de expor-se novamente. Mais uma ilusão fabricada pela mente humana. Somos imperfeitos, vulneráveis em alguma medida, frágeis até, mas também somos capazes de nos refazer, de superar e ver que a vida quer nos presentear com bençãos, assim o queiramos. 
Coitadinho? Nunca mais!

sábado, 11 de outubro de 2014

Você é o que acredita ser





Ebaaaaaaaaaaaaaaaaaaa hoje é dia de alegria. Descobri que amar vale sempre a pena. Não importam as desilusões, são tentativas. O amor foi colocado em nosso coração por Deus, ele não nos daria algo ruím. Descobri que o amor, conforme o compositor, é o encontro das águas. Somos rios a desaguar, queremos encontrar outros rios pra provocar uma erupção, pra sairmos da calmaria, pra inflamar, pra viver emoções fortes, pra fazer uma simbiose. Sem amorrrrrrrrr? Impossível. Queremos carinho, aconchego, deitar no colo, olhar nos olhos, rir junto, pegar na mão, afagar o cabelo ou a cabeça, tirar a tensão do dia difícil, queremos troca, doação. Isso é amor, qualquer coisa fora disso é enganação, mauvadeza, pilantragem, vadiagem, e todos os adjetivos que caibam.
Amigos queridos, não somos máquinas, temos coração e sentimento, por isso precisamos aprender a investir nosso tempo em pessoas, isso, pessoas que queiram o que nós queremos: ser feliz. Pessoas prontas, maduras, decididas, simples, livres. Não precisamos de problemas, cada um já tem sua cota suficiente. Precisamos de alegria, de gente que ria conosco, que corra na praia, que beba uma água e que essa, se torne o líquido mais valioso pelo simples fato de estar sendo consumida junto com alguém especial.
Aprendamos a buscar pessoa especiais, porque somos especiais, travamos uma luta constante pela sobrevivência e isso nos torna especiais.
Se sofremos decepções, isso não é motivo para desistir. Contam por ai que o famoso cirurgião Pitangy prestou vestibular pra medicina, onze vezes. Imaginem se tivesse desistido no início, seria um grande cirurgião? Teria feito história e ajudado tanta gente? Nãoooooooooooooooo!
Então, levantemos a cabeça. Aquele homem maravilhoso com o qual você sonhou/idealizou e que te fez sofrer, já era, passado. Aquela mulher sensacional que te fez sonhar/idealizar, você descobriu que já fez muita besteira e não passou no seu crivo, ou mesmo pisou na bola contigo, já era, passado.
Cuide de você de seus interesses, de sua aparência, de seu corpo, de sua mente, de sua família, valorize seus amigos, faça o que gosta de fazer. Dedique-se a você que o tempo se encarrega de curar seu coração e com certeza, você terá uma nova chance e será a pessoa que você deseja. Atraímos o que queremos, quando nos amamos.