O amor é tão inexplicável quanto surpreendente. Nos faz retroceder, avançar, parar, correr... Causa uma verdadeira revolução em nossos sentidos e hábitos. O amor cura a timidez e faz rever conceitos e valores. Somos heróis e vilões em um passe de mágica. Somos coerentes e contraditórios num espaço diminuto de tempo. A única certeza que temos é: amar é condição sinequanom, não importam os modos, não importam as convenções. Tudo que importa é se amo e se não me perco de mim. Quanto mais reafirmar nossa essência mais legítimo. Não há dúvida, seja qual for a situação, nos preenche.
Este tem a pretensão de compartilhar textos simples, frutos de reflexões descomprometidas sobre o cotidiano. Não sou mesmo escritora, apenas brinco de, amo escrever e ouso colocar no papel o que me vem à "cachola", espero que gostem e se divirtam!
domingo, 14 de dezembro de 2014
sábado, 13 de dezembro de 2014
O amor à pena
Compulsão pela escrita é o termo para descrever um escritor. Sim, compulsão.
Solidão, tristeza, depressão, alegria, euforia, ativismo, comodismo, etc são elementos capazes de fazer moer a máquina produtora de letrinhas.Todos os eventos são suficientes para gerar um texto. Não importa se dinâmicos ou inerciais, serão sempre o motor que fará funcionar o universo das ideias e que fará uma revolução no cotidiano.
Saudade...aiiiiiiiiiiiiiiii a saudade é um grito em direção ao manuseador de sígnos linguísticos capazes de produzir uma compilação textual.
Paixão...que palavra deflagradora essa, não sei se pelo significado um tanto místico ou pelo potencial romântico que lhe é inerente, mas o fato é que não tem erro, bingo! É texto na certa. Um escritor jamais resistirá a esse tema, quer seja por si ou por outros. Ele se apropriará de sentimento alheio, não tenha dúvida, falará com toda intimidade sobre a paixão de alguém como se estivesse falando sobre si. Mas se o caso versar sobre sua própria paixão, ninguém irá conter a torrente de águas que jorrará dessa fonte.
Serão ensaios filosóficos, ideológicos, psicológicos e todos os "ógicos" possíveis em um idioma.
Será uma tal emanação que atrairá até mesmo os céticos sobre o assunto.
Falar sobre o "príncipe" de sorriso largo e de dentes travestidos de luz, será para um escritor a própria ribalta, um enlevo quase sexual. Não! Não há como conter um tão apaixonado e eloquente descritor de tais emoções.
Não se iludam, todos os temas são passíveis de floreios e expressões empolgantes, até mesmo a morte.
Um escritor abre sua alma e revela também almas alheias, expõe sua intimidade e a intimidade do vizinho com tal devoção que não haverá o risco de taxá-lo de invasivo e explorador das emoções que não lhe dizem respeito. Tudo é seu, no universo da escrita. Tudo lhe pertence e ele dedica-se a seu mundo e seus bens de forma incondicional. Enquanto escreve transmuta-se, esquece suas dores, suas alegrias, suas fraquezas e suas forças e reveste-se em um contador de histórias. Histórias reais ou imaginárias, mas todas verdadeiras em sua ótica.
Um escritor também ama, ama seu mundo, sua noção de espaço, seu amor/homem/mulher, sua família, seus amigos, sem contudo, deixar de amar sobremaneira sua pena. Seu instrumento de trabalho e lazer, seu motivo de viver.
Um escritor sofre a via crucis diária de ter que definir o que seja real ou virtual, pois em seu mundo tudo é palpável, tudo é concreto, tudo é amor e tudo é vida.
Um peixe num aquário e aquário num peixe
Li ainda a pouco em um blog sobre a compatibilidade entre os signos de aquário e peixes. Achei engraçado porque dentro de uma racionalidade bem lógica, peixe já está intrínsecamente ligado a um aquário ou melhor, um aquário está irremediavelmente ligado a peixes, do contrário qual sua funcionalidade?
Descobri que a personalidade aquariana tem mesmo muitos elementos que combinam com a personalidade pisciana.
Ambos são contemplativos e desapegados da matéria. Ambos são sonhadores, apegados aos prazeres sexuais, admiram intelectualidade, um bom papo e não se prendem a ninguém sob promessas de amor eterno. Sabem que o amor deve ser doado com intensidade e vivido até o limite em que seja bom para os dois. Sabem que uma convivência conflituosa ou de aparências não satisfaz suas almas.
Aquário por sua vez, é mais enfático em relação à verdade; peixes mais flexível, acredita que verdadeiro é o sentimento, ainda que precise "escapar" de vez em quando, não estará havendo falta com a verdade.
São visões diferentes e passíveis de entendimento, contudo, não fogem ao campo da compreensão e podem perfeitamente ser trabalhadas em prol de um objetivo comum.
Sou mesmo apaixonada pela personalidade aquariana, não poderia ser de outro sígno. Também estou completamente apaixonada pela personalidade pisciana. Entendo que a vida deve ser leve e negociada, nunca inflexível e sem voltas. O caminho que traçamos ora avança e ora retroage e isso, não necessariamente, gera mutilações.
Se não fere a essência é porque não é nocivo, é apenas ajustável.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Marcas
As marcas existem, são reais. Fazem parte do cotidiano e nos revelam a dor de crescer. Ainda que sejam boas geram dor, a dor da saudade quando se vão.
Que aprendizado difícil é aquele gerado pelas marcas, somos nesse momento semelhantes aos animais predestinados ao abate. São marcados a fogo para que possam ser distinguidos pelo dono.
Em um mundo capitalista todas as formas de relações são permeadas pela propriedade. Cada manifestação de vontade exprime um forte teor de marcação de terreno. Será que ainda veremos em algum ser, entregas destituídas de posse?
É impossível não refletir sobre esses aspectos pois mesmo que a relação não tenha nenhuma conexão com finanças ou profissões, vemos nítida a preocupação em imprimir a marca do poder, do controle. As relações afetivas foram forjadas em parâmetros de "conquistas" aos moldes do imperialismo, onde conquistar significava excluir e subjugar um povo, apossando-se de seus despojos.
Terminantemente amor não se coaduna com posse. Amar é sobretudo deixar livre, dar opções, revelar-se. Sim, sem conhecimento não há escolha.
A história é repleta de fatos que comprovam essa verdade. Se os americanos soubessem quem eram os espanhóis, os escolheriam?
A relação de propriedade é nociva, pois escraviza pessoas e sentimentos, é a verdadeira coisificação e quem não se enquadra nesse diapasão, termina por ficar à margem.
Amor tem se mostrado nesse contexto, um sentimento solitário, pois despossuído.
Aquele que não sabe amar ou se deixar amar, dentro do modelo ardiloso e segregador que ai está, carrega consigo marcas profundas. Marcas recorrentes que antes de cicatrizarem já terão sobre si novas formações.
O amor genuíno agoniza, que dooooooooor! Será que ainda veremos disposições francas, honestas, sinceras, de entrega? Será que teremos mesmo que nos render a esse modelo mesquinho e escravizante?
Nãooooooooooooooo! Sei que há em algum lugar um remanescente. Sei que por amor de um que seja, valerá a pena crer na existência de um Éden, antes da queda, é claro.
Sei que não viríamos dotados de capacidade de amar se tivéssemos que a cada situação provar que somos guerreiros. Não, há alguma forma de amar que seja simplesmente amor, que não seja uma arena sangrenta, pronta a testar nosso potencial destrutivo.
Deus é o mesmo, ontem, hoje e sempre e seu amor um dia será derramado nos corações, os quais se renderão e verão a luz.
domingo, 7 de dezembro de 2014
Dar sem perder
A cada circunstância compreendo mais que nossa essência é o que faz a diferença em qualquer forma de relação, quer seja profissional, fraternal ou amorosa.
Podemos compreender limitações e respeitar escolhas, mas não devemos encarná-las como sendo nossas. Esse entendimento nos faz seguir de cabeça erguida.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Brincar de viver
" De repente fico rindo à toa sem saber porque e vem a vontade de sonhar..."
Rir à toa é uma das maiores aventuras a que podemos nos entregar, o que seria de nós se perdéssemos o sentido lúdico da vida?
Nunnnnnnnnnnnnnnca, brincar é uma missão cujo êxito encerra-se em si mesmo. Por isso amados, ainda que a idade ou as articulações queiram entravar o processo, resistam. A vida só é plena se não perdemos a ludicidade. A gente, cai e ri da queda; a gente chora e bebe o choro e ai descobre que é salgadinho e ri, ri de saber que até no choro há solução (solução...kkkkktrocadilho legal); a gente perde e descobre que ainda há tanta coisa a ganhar e ri, ri muito porque nossa musculatura é tão acostumada a rir, que já responde automaticamente. A gente descobre que ser feliz é uma extenção de nosso brincar. A gente descobre que a criança que há em nós nos mantém sorrindo até que envelheçamos. Então a gente entende que o melhor da vida está em brincar de viver e que crianças são amadas por sua pureza, por sua ingenuidade e por sua eterna leveza que as faz entregar-se sem reservas e correr ao encontro de seu alvo e abrir os braços para a felicidade.
Que nunca deixemos de brincar, de ser leves, de acreditar que embora tudo nos apresente dissabores, há um arco íres lindo no final.
Vamos brincar de viver?
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Olhos
"Se teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso, se teus olhos forem maus que grande trevas serão" (Bíblia Sagrada).
Insisto em olhar a vida de forma a vê-la bela. Lembro-me do Éden, que lindo! Foi esse lugar que papai pensou pra nós. Lindo, cheio de possibilidades. Sim, mas havia lá a Serpente! Verdade, ela estava lá.
Há quem afirme que toda a existência é dual, há sempre dois lados; um bom e um ruím. Gosto desse modo de observar, mas prefiro valorizar o lado bom. De vez em quando a vida nos apronta surpresas desagradáveis, entendo como sendo o lado ruím e logo procuro o lado bom. Não brinco de Poliana, não é isso. Poliana só contemplava a vida por um prisma, eu não, contemplo os dois aspectos mas me atenho a apenas um.
Todo o nosso caminhar nos conduz a algum lugar, às vezes abrimos as portas ao infortúnio, sim, isso acontece. São nossas aspirações, desejos, carências que estão nos impulsionando. Esses elementos são irracionais na maior parte do tempo, nos impedem de ver com clareza e nos fazem arrastar-nos por longas distâncias em terrenos inapropriados. Quando isso acontece devemos maldizer o caminho, o solo em que pisamos? Nãoooooooooo, antes devemos entender o porquê de termos chegado até ali e extrair lições para as próximas caminhadas.
Estamos todos no mesmo barco, caminhantes e caminhos, um decidiu trilhar e o outro ofereceu-se para ser trilhado. É uma relação de agente e paciente, queremos ambos viver experiências que nos acrescentarão ou não, depende de como iremos interpretar o desfecho.
Penso que conforme a orientação bíblica, devemos ver nossas entregas, nossas caminhadas, como uma nova experiência de onde é possível extrair um aprendizado duradouro e salutar. Nada de sofrimento contínuo ou de abrigar mágoa no coração. Precisamos entender que se o caminho que trilhamos nos trouxe dor é preciso voltar atrás, sacudir a poeira para então seguir adiante. Assim será possível empreender novas caminhadas munidos de uma maior proteção. Toda experiência, ainda que dolorosa, é válida e o caminho que percorremos jamais deve ser amaldiçoado pois nos trouxe alegrias circunstanciais e aprendizados duradouros.
Exercitemos o olhar límpido, livre de qualquer engano, por que esse nos fará feliz, será uma reta, com certeza.
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