terça-feira, 17 de março de 2015

Florbela Espanca...Espanca minha dor



Oi galera! Saudades imensas de nossos enlevos...
Pra matar essa saudadezinha vou deixar aqui um poema de Florbela Espanca, poetisa maravilhosa, e, a meu ver, portadora de grande melancolia, ao menos no que se refere ao "eu lírico", mas deixemos de mimimi's e vamos ao que interessa:

Para Quê?

Tudo é vaidade neste mundo vão...
Tudo é tristeza; tudo é pó, é nada!
E mal desponta em nós a madrugada,
Vem logo a noite encher o coração!

Até o amor nos mente, essa canção
Que o nosso peito ri à gargalhada,
Flor que é nascida e logo desfolhada,
Pétalas que se pisam pelo chão!...

Beijos d'amor! Pra quê?!...Tristes vaidades!
Sonhos que logo são realidades, 
que nos deixam a alma como morta!

Só acredita neles quem é louca!
Beijos d'amor que vão de boca em boca,
Como pobres que vão de porta em porta!..

domingo, 8 de março de 2015

Mulher é bicho esquisito...

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Plural é pouco

Oiiii gente, vim dividir com vocês uns pensamentos engraçados. Sabiam que a Rita Lee cantava uma música em que dizia ser a mulher um bicho esquisito? Esquisito mesmo, do tipo aiiiiiiiiiii que susto!
Mulher sangra mensalmente, tem TPM, tem uma imaginação super fértil, tem espírito investigativo, tem filhos por um método totalmente natural...é, faz contorcionismo pra dedeu e quando o rebento arrebenta, se recompõekkkkkkkkk demais, né? Mas né só isso não! Mulher lava, passa, cozinha, limpa a casa, estuda, trabalha, cuida dos filhos, vai às compras...aiiiiiiiii, cansei.
Ainda tem mais. Mulher faz amor, faz sexo, faz companhia...faz raivakkkkkkkkmas tbm faz dengo, faz charme, faz beicinho, faz cafuné. Gente, só pode ser esquisito. Nem Bombril consegue tantas utilidades, porque se rompe em contato com água e ar.
Mulher é tudo que eu queria ser, mulher é o que eu sou.
Não tem pra onde correr, seja com vida fácil ou difícil, ela tá lá. Linda, maquiada, unhas feitas, cabelo escovado, chapeado, no salto ou seja de vestidos rotos, sandália rasteira (de pobre), cabelo sem tinta (mostrando os fios brancos), unhas roídas, sem maquiagem, sem dinheiro, sem bolsa, sem café, sem afeto.
Essas são as mulheres do nosso país de contraste. Mas quer saber? Aproxime-se de qualquer delas, ofereça seus ouvidos e verá que ali reside uma leoa, pronta a começar de novo, pronta a defender as crias, pronta a abrigar em seus seios, pronta a dividir, ainda que só tenha uma única moeda.
E sabe porque? Por que mulher já nasce pronta. Sabe que depois da expulsão do ventre acabou o quentinho e vai ter que produzir seu ninho, custe o que custar.
Parabéns a mim e a você que sabe viver como ninguém a máxima que nos move: se não me der, eu tomo! kkkkkkkkkkkkFeliz dia da mulher, meninas.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Carecer ou ser?



Olá gente amiga!
Faz um tempinho que não nos vemos e eu tava tronchinha de saudades.
Vamos conversar um pouquinho? Pois é, senti falta de nossos diálogos, ou seria melhor monólogos?kkkkkkkkkk
Enfim, vamos ao que interessa. Andei pensando sobre o que significam decisões circunstanciais. O quêeeeeeeeee? Sim, aquelas que tomamos achando que serão as mais acertadas e blábláblákkkkkk
Sabem o que descobri? Tudoooooooooooo, absolutamente tudo é mutável, até nossas maiores certezas. Porque? Porque só têm garantia de certas, no momento presente. Depois vem a chuva, o sol, o ar, o mar, o vento...toda espécie de intempérie e já era.
Onde estava tanta segurança? Tudo é construção. E todos sabemos, não se constrói do teto para o alicerce, a ordem é inversa. Da mesma forma não se deve decidir no calor das emoções, ainda que uma "puta" carência o induza. Desculpem o termo chulo, mas é justificável devido ao estrago que ocasionakkkkkkkkkk.
Ser é um imperativo constante, estar é meramente circunstancial.
Não creio que haja fórmula prescrita para que se evitem tais danos, contudo creio que auto conhecimento, poderá frear alguns impulsos. Falo sobre os impulsos que acarretam danos a terceiros. Por que o impulso que provoca em nós uma torrente de emoções, das quais os beneficiários sejamos nós, esses, devem ser valorizados e até estimulados, afinal não somos máquinas pré programadas.
É isso, vamos viver e amar com empatia.
 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Enfrentando os instintos ao estilo Cleopatrez


Sem dúvida a vida é um grande aprendizado, vivendo se aprende lições boas e ruíns. Ontem aprendi  mais uma lição: a vida é uma selva de pedra. Vivemos em tempos de liberação, de instintos e de impulsos. O que será dos sentimentos? Há mesmo espaço nessa selva para manifestações humanas que não sejam meramente instintivas? 
Hoje tudo se explica ao sabor das teorizações fatalistas. Mulheres, homens são caçadores por excelência e nós somos caças! Uiiiiiiiiii, essa é a parte que nos cabe nas relações inter pessoais. Não ousem ser sentimentais, isso é um crime, um pecado capital sobre o qual verão as mais rígidas sentenças.
Não importa o que nós queiramos, essa é a sentença. Eles querem usar e abusar de seu arsenal de guerra para empreender as mais difíceis conquistas e uma vez obtido o êxito, acabou a missão. 
Não se contentam com mulheres lindas e digamos: ignorantes, isso é sem graça, desestimulante...
É amigas, a conquista tem que ser árdua, tem que fazer suar. Querem o inacessível, o diferente. Querem as que raciocinam, que oferecem resistência, que argumentam, que impõem limites e pra quê? Pra se sentirem especiais. 
Isso tudo é um jogo; bom, gostoso, prazeroso para os dois, mas seu final é duvidoso e muitas vezes doloroso para a presa, por que no contexto selvático dos tempos modernos, o nosso cavalheiro já inicia sua incursão sabendo que será apenas isso, vitória na conquista. A caça? o que tem ela? Foi abatida, está entregue. Já alcançou seu prêmio: foi conquistada por um lindo cavalheiro, totalmente instrumentado. Usufruiu de belos e inesquecíveis momentos. O que mais poderá querer? Continuidade? Ai já é luxokkkkkkk.
Acaso não percebeu que o cavalheiro trazia consigo uma família real? Ai que impaciência! Era óbvio demais e só ela não percebeu? - Não chore, por que isso me irrita!
Em tempos de selva, ou seja pedrador ou seja presa. Aceite. Vamos parar com babaquice, amadureça!
Toda essa narrativa ouvi de um cidadão, que conhece bem o espírito da selva por conviver com muitos caçadores. E é assim que funciona. Mas porquê? Não sei, só sei que é assim.
São visões fatalistas, mas reais. 
E ai vai desistir de viver? Nãooooooooooo! Aprenda o jogo. Mostre pra os cavalheiros andantes que uma presa pode também ser um predador, porque dor também se aprende. 
Marco Polo ensinou como conquistar. Nós mulheres aprendemos a ser conquistadas e é só? Não!!!
A história continua e se refaz, alguém falou com muita propriedade que um dia é da caça, outro do caçador. Invertamos os papeis e acreditemos que o fatalismo histórico pode ter seus dias de alternância. Porquê ainda existem rainhas ao estilo de Cleópatra, eu creio!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Empreste-me os ouvidos


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Genteeeeeee! Hoje vim falar de algumas coisas ácidas, tentando torná-las menos, se é possívelkkkkkkkkkk
Sabem quando você abre seu coração e fala abertamente do que sente? Sabe aquele interlocutor que te ouve desinteressadamente? Ou que já está com os argumentos na "manga", não importa o que você diga? Esses, esses são o protótipo da verdade absoluta. Não há quem os demova e sabe por quê?
Porque não nos escutam, não estão interessados, a eles importa apenas suas verdades que, já vêm embaladas pra pronta entrega.
Fala ai pra esse pessoal, que quando você expõe seus sentimentos você está falando de você e não deles ou do alvo de seu amor ou ódio. O que um e outro fará com o conhecimento da situação não mudará seu estado. Se for paixão, continuará ali, se amor, continuará ali, se mágoa, continuará ali e sabe por quê?
Porque só você pode decidir o que fará com o sentimento que lhe é próprio. Se você afundar? Se você voar? São possibilidades, que só você pode escolher.
Então gente, o resumo da ópera é: empatizar é colocar-se no lugar do outro, sentir sua dor e só. Qualquer decisão acerca das soluções para o caso em questão, não poderá ser tomada pelo ouvinte, isso seria intromissão, invasão da esfera privada do outro. 
E não tem essa de ficar com raivinha não, é babaquice. Muitas vezes não damos conta de nossos problemas, daremos dos problemas que não são nossos. Emprestar ouvidos é uma arte, a arte de escutar sem confundir. Não se deve confundir o "paciente" e nem se confundir. Escutar é sobretudo, desenvolver a arte da empatia.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Agradecimento de blogueira


Queridos amigos visitantes, final de ano chegando, muitas histórias vividas juntos e muito desejo de dar continuidade em 2015.
Estarei aqui novamente se papai do céu permitir, para juntos sonharmos com paisagens, pessoas, viagens, seres abstratos e concretos, para enfim, dar margem a nossa imaginação.
Quero agradecer-lhes a fidelidade em um ano e meses do blog. Agradeço-lhes a paciência em ler textos em que encontram identificação e textos totalmente estranhos a suas realidades, com carinho e dedicação. 
Espero que no próximo ano estejam menos tímidos e interajam comentando, quer seja concordando ou não, com meus escritos. São criados por e para vocês, por isso anseio ouvi-los.
Não tenciono pressioná-los com meus reiterados pedidos por interação, quero mesmo que sintam-se à vontade. Sei que alguns querem compartilhar suas visões e se abstêm por algum motivo bem particular. Saibam que todos, sem exceção, terão respeito e muito carinho ao expressar o que vai em seus corações e mentes. Temos um canal democrático, democrático mesmo, sejam livres para opinar sem a preocupação de serem retaliados caso discordem dos textos ou de aspectos deles. Meus amigos têm toda a liberdade de se contrapor, aqui não há uma verdade absoluta, somos todos portadores de verdades particulares e passíveis de contraposição.
No demais, queridos, desejo a todos vocês um final de ano repleto de alegrias e um ano novo cheio de realizações, onde suas aspirações se realizem e que consigam contribuir consigo e com os outros em um crescimento contínuo.
Feliz Natal e Próspero ano novo!

domingo, 14 de dezembro de 2014

Esse tal de amor...


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O amor é tão inexplicável quanto surpreendente. Nos faz retroceder, avançar, parar, correr... Causa uma verdadeira revolução em nossos sentidos e hábitos. O amor cura a timidez e faz rever conceitos e valores. Somos heróis e vilões em um passe de mágica. Somos coerentes e contraditórios num espaço diminuto de tempo. A única certeza que temos é: amar é condição sinequanom, não importam os modos, não importam as convenções. Tudo que importa é se amo e se não me perco de mim. Quanto mais reafirmar nossa essência mais legítimo. Não há dúvida, seja qual for a situação, nos preenche.