Trezentas e vinte e cinco palavras bem contadas
O meio de um sítio, seja no tempo ou espaço, há de ser
sempre bom começo para uma boa estória. Destarte, calhou no meio de uma
conversa, entre a sopa e a maçã, a seguinte questão: por que Mané? Simples,
José! O que têm em comum a potranca e o burrico? Pai cavalo ou pai jumento, haverá
comunidade: são os dois filhos de égua. Como estão vivos, saudáveis, pelo
brilhante, saltitam, andam bem alimentados, é porque mamam na égua. Quem mama n’égua,
Mané!?
Mané Garrincha, Pelé, como é mesmo o nome deste jogador do
Santos vendido há pouco para o Barcelona... Bem lembrou Markito, os espanhóis
continuam levando o ouro da América. Deixa pra lá, começa com R, depois
reaparece na tela da memória; se não, pergunto ao Google, atual depositário da
memória de nós todos. Raimar, Riomar, rio deste riozinho desgarrado da memória
esperando a reconstrução da ponte sináptica para passar ao seguinte neurônio.
Deságue no mar, bingo: Neimar!
Como ia dizendo, esses jogadores caíram nesta crônica como
Pilatos, nada a ver com os modernosos pilates. Foram, são gênios, manés nós, com
todo respeito às éguas, boas parideiras e criadeiras, sejam seus filhos burros
de carga ou garanhões de bem avaliada progênie, testada nas vaquejadas da vida,
uns e outros campeões, estando talvez por sorte de um ou outro lado do
alambrado que separa o palco da torcida.
Aqui, ao invés de lá: lá o haras não vale tanto, vale mais o
plantel; cá o Mané de Brasília custou tanto quanto valeu o Mané campeão. Mais
que o nome, os Mané menos sortudos poderiam ganhar na esteira das manifestações
de rua uma lasquinha fininha, tipo assim uma desoneraçãozinha tributária, zona,
que alivie a carga de cinco meses por ano para três ou quatro. Talvez o Governo
aprenda com chefes de família, a ajustar o que gasta ao que ganha, cortando até
na carne! Ou... (Agassiz, 14/07/2013).
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pela visita. Deixe seu comentário, será um prazer interagir com você.