sábado, 13 de dezembro de 2014

O amor à pena


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Compulsão pela escrita é o termo para descrever um escritor. Sim, compulsão.
Solidão, tristeza, depressão, alegria, euforia, ativismo, comodismo, etc são elementos capazes de fazer moer a máquina produtora de letrinhas.Todos os eventos são suficientes para gerar um texto. Não importa se dinâmicos ou inerciais, serão sempre o motor que fará funcionar o universo das ideias e que fará uma revolução no cotidiano.
Saudade...aiiiiiiiiiiiiiiii a saudade é um grito em direção ao manuseador de sígnos linguísticos capazes de produzir uma compilação textual.
Paixão...que palavra deflagradora essa, não sei se pelo significado um tanto místico ou pelo potencial romântico que lhe é inerente, mas o fato é que não tem erro, bingo! É texto na certa. Um escritor jamais resistirá a esse tema, quer seja por si ou por outros. Ele se apropriará de sentimento alheio, não tenha dúvida, falará com toda intimidade sobre a paixão de alguém como se estivesse falando sobre si. Mas se o caso versar sobre sua própria paixão, ninguém irá conter a torrente de águas que jorrará dessa fonte.
Serão ensaios filosóficos, ideológicos, psicológicos e todos os "ógicos" possíveis em um idioma.
Será uma tal emanação que atrairá até mesmo os céticos sobre o assunto.
Falar sobre o "príncipe" de sorriso largo e de dentes travestidos de luz, será para um escritor a própria ribalta, um enlevo quase sexual. Não! Não há como conter um tão apaixonado e eloquente descritor de tais emoções.
Não se iludam, todos os temas são passíveis de floreios e expressões empolgantes, até mesmo a morte.
Um escritor abre sua alma e revela também almas alheias, expõe sua intimidade e a intimidade do vizinho com tal devoção que não haverá o risco de taxá-lo de invasivo e explorador das emoções que não lhe dizem respeito. Tudo é seu, no universo da escrita. Tudo lhe pertence e ele dedica-se a seu mundo e seus bens de forma incondicional. Enquanto escreve transmuta-se, esquece suas dores, suas alegrias, suas fraquezas e suas forças e reveste-se em um contador de histórias. Histórias reais ou imaginárias, mas todas verdadeiras em sua ótica.
Um escritor também ama, ama seu mundo, sua noção de espaço, seu amor/homem/mulher, sua família, seus amigos, sem contudo, deixar de amar sobremaneira sua pena. Seu instrumento de trabalho e lazer, seu motivo de viver. 
Um escritor sofre a via crucis diária de ter que definir o que seja real ou virtual, pois em seu mundo tudo é palpável, tudo é concreto, tudo é amor e tudo é vida.

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