quarta-feira, 3 de julho de 2013

Onde está o essencial?

Ser é perene, ter é efêmero!


O que é ser belo? ter cabelos sedosos e joviais? Um corpo malhado, esbelto, barriga de tanquinho? Curvas sinuosas? Dentes brancos e polidos? Características que agradam até aos que foram privados da visão física.  
Se pensarmos no que é o ser humano, poderemos contemplá-lo em todas as dimensões: alma, corpo e espírito. 
Todas as características citadas são componentes do aspecto corpo, não preenchem as outras dimensões, há uma grande lacuna. 
Constatamos pessoas que são apenas a carapaça, perderam sua essência, sua alma, nos devaneios de manter um corpo malhado. Talvez acreditem que isso lhes dará satisfação plena e que poderão prescindir dos valores que o tempo não corrói. 
A saúde deve ser preservada, ainda que precisemos estabelecer rituais de exercícios físicos, contudo, esses, não devem ser o centro da vida, pois fatalmente serão negligenciados aspectos ontológicos. 
O homem do século XXI, desaprendeu a coordenar atividades, tende a focar uma em detrimento da outra. 
Precisamos romper com esse estigma: amemos a beleza da alma, do espírito e porque não, do corpo? Entretando não devemos esquecer a ordem de prioridades; cumprir etapas que podem ser simultâneas ou não, depende apenas do ritmo dado à existência e do objetivo proposto. 
Os olhos se comprazem com uma bela estética e não há nenhum mal nisso, desde que saibamos o tênue limite existente entre o ser e o ter.
ser é  essencial.
ter é efêmero.

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