A pseudo sabedoria
É impressionante quando acreditamos que estamos "por cima", nossas palavras ganham a força do trovão e "vomitamos" todo tipo de agressões verbais em nome de nosso direito de defesa - Resposta proporcional ao agravo - esquecemo-nos que essa tal proporcionalidade pode ser invocada apenas como justificativa a nosso desvario e intento agressor. Revendo alguns escritos salvos em meu PC, cujo teor reflete um estado de segurança que se acredita eterno e uma raiva incontida cuja externalização é possível graças ao apoio e reforço devidos a uma cumplicidade conveniente.
Ocorre que o mundo gira e as máscaras caem pela força da gravidade. A cumplicidade torna-se inconveniente e sem sentido. A certeza da "segurança eterna" já não se mostra tão certa. As agressões tão apropriadas e precisas, revelam-se arroubos procedentes de um status fortalecido pelo poder econômico e institucional que já não mais existem. "E agora José? A festa acabou, a luz apagou..." já não há mais plateia nem bobos da corte. Choro ou rio a perda de meu "poder temporal"?
Concluo: sabedoria não se revela em articular palavras, mal ditas, diga-se; mas reside em ponderar e ter empatia, sabendo que a vida sobretudo é uma gangorra e não poupa ninguém, ainda que tenhamos escolhido o polo, se em cima ou embaixo, viveremos as consequências.
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