Quero falar sobre comportamento. Escolhemos o caminho que queremos trilhar diariamente conforme a ocorrência dos fatos. Queremos ser pessoas ou vermes? Isso é apenas questão de escolha.
Vou contar-lhes a história de uma mulher que conheço de perto, com muita intimidade. Essa mulher, assim como milhares no mundo, foi abandonada grávida, pelo progenitor da criança (não ouso chamá-lo pai). O crápula que a abandonou era um "verme" esclarecido e inteligente, bem sucedido financeiramente, desses que passam em qualquer concurso com colocação até o 5º lugar, no máximo. Então, poderia por esse fato odiar todos os homens e afastar-se deles ou tratá-los como objetos, mas escolheu outro caminho. Viveu o luto e tratou de criar sua prole com amor e dedicação e abriu-se a novas perspectivas. O que fez a vida? Brindou-lhe com alguém especial, que a amou e amou sua cria, provendo-lhe sustento e afeto. É assim que a vida retribui quando não lançamos no universo apenas degetos.
Ser ferido, magoado, usado, tratorizado é um risco que corremos por estarmos em contato com outros seres que julgamos dignos de confiança. Se eles nos decepcionam e nos causam traumas, o melhor a fazer, para nossa saúde física e mental, é seguirmos caminhos distintos e deixar que a vida se encarregue de trazer-lhes a recompensa por seus atos. Sim, por que na vida estamos vinculados à lei da semeadura.
Infelizmente vemos também pessoas que foram maltratadas e escolherem o caminho do "coitadinho" e baseados nesse sentimento de auto comiseração passam a tratar como objeto qualquer pessoa que tente demonstrar afeto por elas. Sabe o que esse comportamento vai trazer para si? Uma incrível solidão, uma eterna insatisfação e uma rabugice sem parâmetro. Lamentável que esse tipo de escolha ainda seja a preferida. O mundo seria melhor se aprendéssemos a lidar com as perdas, com as dores, sim, por que é apenas isso que tal comportamento denota: uma plena incapacidade de lidar com suas limitações. Uma debilidade que não se quer superar, provavelmente por medo de expor-se novamente. Mais uma ilusão fabricada pela mente humana. Somos imperfeitos, vulneráveis em alguma medida, frágeis até, mas também somos capazes de nos refazer, de superar e ver que a vida quer nos presentear com bençãos, assim o queiramos.
Coitadinho? Nunca mais!
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