Deparei-me a algumas semanas com uma situação totalmente inusitada, mais ou menos do tipo em que vc pode empregar o ditado: "atirei no que vi e acertei no que não vi".
Foi bem assim, vi uma postagem no fac de um amigo, que muito me chamou a atenção basicamente pela forma, pois não havia dados maiores a serem observados; tudo imagético, não havia sequer uma palavra-texto, apenas uma imagem bonita. Através dela comecei a refletir sobre o quão somos aficcionados em nossos objetivos e por isso, muitas vezes, nos descuidamos de nós mesmos.
Percebi que havia descuidado de mim, que havia durante anos, adquirido uma postura operária; trabalho e estudo, estudo e trabalho. E a mulher? onde estava?
Dediquei-me a dar resultados, conquistar "um lugar ao sol", mas e meus sonhos de mulher? A estética, a vaidade, a libido, a sensualidade, enfim, a feminilidade; onde estavam todos esses atributos tão essenciais a natureza de uma mulher?
Veio a constatação: estava todo esse tempo vivendo como se mulher não fosse. Reprimi tudo o que socialmente aprendi ser característica de fraqueza para revestir-me da armadura da mulher forte.
Hoje louvo a Deus por esse enfrentamento e agradeço ao autor do post que, em um momento narcísico, me fez acordar para a vida e perceber-me mulher.
Não abandonarei nenhum projeto, mas a partir de então, redistribuirei o tempo para olhar no espelho, contemplar minha imagem até atingir o grau de contentamento que mereço. Quero reocupar o espaço que outrora possui, o da mulher fagueira e bela, em detrimento da mulher operária e só.
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