quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Enfrentando os instintos ao estilo Cleopatrez


Sem dúvida a vida é um grande aprendizado, vivendo se aprende lições boas e ruíns. Ontem aprendi  mais uma lição: a vida é uma selva de pedra. Vivemos em tempos de liberação, de instintos e de impulsos. O que será dos sentimentos? Há mesmo espaço nessa selva para manifestações humanas que não sejam meramente instintivas? 
Hoje tudo se explica ao sabor das teorizações fatalistas. Mulheres, homens são caçadores por excelência e nós somos caças! Uiiiiiiiiii, essa é a parte que nos cabe nas relações inter pessoais. Não ousem ser sentimentais, isso é um crime, um pecado capital sobre o qual verão as mais rígidas sentenças.
Não importa o que nós queiramos, essa é a sentença. Eles querem usar e abusar de seu arsenal de guerra para empreender as mais difíceis conquistas e uma vez obtido o êxito, acabou a missão. 
Não se contentam com mulheres lindas e digamos: ignorantes, isso é sem graça, desestimulante...
É amigas, a conquista tem que ser árdua, tem que fazer suar. Querem o inacessível, o diferente. Querem as que raciocinam, que oferecem resistência, que argumentam, que impõem limites e pra quê? Pra se sentirem especiais. 
Isso tudo é um jogo; bom, gostoso, prazeroso para os dois, mas seu final é duvidoso e muitas vezes doloroso para a presa, por que no contexto selvático dos tempos modernos, o nosso cavalheiro já inicia sua incursão sabendo que será apenas isso, vitória na conquista. A caça? o que tem ela? Foi abatida, está entregue. Já alcançou seu prêmio: foi conquistada por um lindo cavalheiro, totalmente instrumentado. Usufruiu de belos e inesquecíveis momentos. O que mais poderá querer? Continuidade? Ai já é luxokkkkkkk.
Acaso não percebeu que o cavalheiro trazia consigo uma família real? Ai que impaciência! Era óbvio demais e só ela não percebeu? - Não chore, por que isso me irrita!
Em tempos de selva, ou seja pedrador ou seja presa. Aceite. Vamos parar com babaquice, amadureça!
Toda essa narrativa ouvi de um cidadão, que conhece bem o espírito da selva por conviver com muitos caçadores. E é assim que funciona. Mas porquê? Não sei, só sei que é assim.
São visões fatalistas, mas reais. 
E ai vai desistir de viver? Nãooooooooooo! Aprenda o jogo. Mostre pra os cavalheiros andantes que uma presa pode também ser um predador, porque dor também se aprende. 
Marco Polo ensinou como conquistar. Nós mulheres aprendemos a ser conquistadas e é só? Não!!!
A história continua e se refaz, alguém falou com muita propriedade que um dia é da caça, outro do caçador. Invertamos os papeis e acreditemos que o fatalismo histórico pode ter seus dias de alternância. Porquê ainda existem rainhas ao estilo de Cleópatra, eu creio!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Empreste-me os ouvidos


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Genteeeeeee! Hoje vim falar de algumas coisas ácidas, tentando torná-las menos, se é possívelkkkkkkkkkk
Sabem quando você abre seu coração e fala abertamente do que sente? Sabe aquele interlocutor que te ouve desinteressadamente? Ou que já está com os argumentos na "manga", não importa o que você diga? Esses, esses são o protótipo da verdade absoluta. Não há quem os demova e sabe por quê?
Porque não nos escutam, não estão interessados, a eles importa apenas suas verdades que, já vêm embaladas pra pronta entrega.
Fala ai pra esse pessoal, que quando você expõe seus sentimentos você está falando de você e não deles ou do alvo de seu amor ou ódio. O que um e outro fará com o conhecimento da situação não mudará seu estado. Se for paixão, continuará ali, se amor, continuará ali, se mágoa, continuará ali e sabe por quê?
Porque só você pode decidir o que fará com o sentimento que lhe é próprio. Se você afundar? Se você voar? São possibilidades, que só você pode escolher.
Então gente, o resumo da ópera é: empatizar é colocar-se no lugar do outro, sentir sua dor e só. Qualquer decisão acerca das soluções para o caso em questão, não poderá ser tomada pelo ouvinte, isso seria intromissão, invasão da esfera privada do outro. 
E não tem essa de ficar com raivinha não, é babaquice. Muitas vezes não damos conta de nossos problemas, daremos dos problemas que não são nossos. Emprestar ouvidos é uma arte, a arte de escutar sem confundir. Não se deve confundir o "paciente" e nem se confundir. Escutar é sobretudo, desenvolver a arte da empatia.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Agradecimento de blogueira


Queridos amigos visitantes, final de ano chegando, muitas histórias vividas juntos e muito desejo de dar continuidade em 2015.
Estarei aqui novamente se papai do céu permitir, para juntos sonharmos com paisagens, pessoas, viagens, seres abstratos e concretos, para enfim, dar margem a nossa imaginação.
Quero agradecer-lhes a fidelidade em um ano e meses do blog. Agradeço-lhes a paciência em ler textos em que encontram identificação e textos totalmente estranhos a suas realidades, com carinho e dedicação. 
Espero que no próximo ano estejam menos tímidos e interajam comentando, quer seja concordando ou não, com meus escritos. São criados por e para vocês, por isso anseio ouvi-los.
Não tenciono pressioná-los com meus reiterados pedidos por interação, quero mesmo que sintam-se à vontade. Sei que alguns querem compartilhar suas visões e se abstêm por algum motivo bem particular. Saibam que todos, sem exceção, terão respeito e muito carinho ao expressar o que vai em seus corações e mentes. Temos um canal democrático, democrático mesmo, sejam livres para opinar sem a preocupação de serem retaliados caso discordem dos textos ou de aspectos deles. Meus amigos têm toda a liberdade de se contrapor, aqui não há uma verdade absoluta, somos todos portadores de verdades particulares e passíveis de contraposição.
No demais, queridos, desejo a todos vocês um final de ano repleto de alegrias e um ano novo cheio de realizações, onde suas aspirações se realizem e que consigam contribuir consigo e com os outros em um crescimento contínuo.
Feliz Natal e Próspero ano novo!

domingo, 14 de dezembro de 2014

Esse tal de amor...


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O amor é tão inexplicável quanto surpreendente. Nos faz retroceder, avançar, parar, correr... Causa uma verdadeira revolução em nossos sentidos e hábitos. O amor cura a timidez e faz rever conceitos e valores. Somos heróis e vilões em um passe de mágica. Somos coerentes e contraditórios num espaço diminuto de tempo. A única certeza que temos é: amar é condição sinequanom, não importam os modos, não importam as convenções. Tudo que importa é se amo e se não me perco de mim. Quanto mais reafirmar nossa essência mais legítimo. Não há dúvida, seja qual for a situação, nos preenche.

sábado, 13 de dezembro de 2014

O amor à pena


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Compulsão pela escrita é o termo para descrever um escritor. Sim, compulsão.
Solidão, tristeza, depressão, alegria, euforia, ativismo, comodismo, etc são elementos capazes de fazer moer a máquina produtora de letrinhas.Todos os eventos são suficientes para gerar um texto. Não importa se dinâmicos ou inerciais, serão sempre o motor que fará funcionar o universo das ideias e que fará uma revolução no cotidiano.
Saudade...aiiiiiiiiiiiiiiii a saudade é um grito em direção ao manuseador de sígnos linguísticos capazes de produzir uma compilação textual.
Paixão...que palavra deflagradora essa, não sei se pelo significado um tanto místico ou pelo potencial romântico que lhe é inerente, mas o fato é que não tem erro, bingo! É texto na certa. Um escritor jamais resistirá a esse tema, quer seja por si ou por outros. Ele se apropriará de sentimento alheio, não tenha dúvida, falará com toda intimidade sobre a paixão de alguém como se estivesse falando sobre si. Mas se o caso versar sobre sua própria paixão, ninguém irá conter a torrente de águas que jorrará dessa fonte.
Serão ensaios filosóficos, ideológicos, psicológicos e todos os "ógicos" possíveis em um idioma.
Será uma tal emanação que atrairá até mesmo os céticos sobre o assunto.
Falar sobre o "príncipe" de sorriso largo e de dentes travestidos de luz, será para um escritor a própria ribalta, um enlevo quase sexual. Não! Não há como conter um tão apaixonado e eloquente descritor de tais emoções.
Não se iludam, todos os temas são passíveis de floreios e expressões empolgantes, até mesmo a morte.
Um escritor abre sua alma e revela também almas alheias, expõe sua intimidade e a intimidade do vizinho com tal devoção que não haverá o risco de taxá-lo de invasivo e explorador das emoções que não lhe dizem respeito. Tudo é seu, no universo da escrita. Tudo lhe pertence e ele dedica-se a seu mundo e seus bens de forma incondicional. Enquanto escreve transmuta-se, esquece suas dores, suas alegrias, suas fraquezas e suas forças e reveste-se em um contador de histórias. Histórias reais ou imaginárias, mas todas verdadeiras em sua ótica.
Um escritor também ama, ama seu mundo, sua noção de espaço, seu amor/homem/mulher, sua família, seus amigos, sem contudo, deixar de amar sobremaneira sua pena. Seu instrumento de trabalho e lazer, seu motivo de viver. 
Um escritor sofre a via crucis diária de ter que definir o que seja real ou virtual, pois em seu mundo tudo é palpável, tudo é concreto, tudo é amor e tudo é vida.

Um peixe num aquário e aquário num peixe


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Li ainda a pouco em um blog sobre a compatibilidade entre os signos de aquário e peixes. Achei engraçado porque dentro de uma racionalidade bem lógica, peixe já está intrínsecamente ligado a um aquário ou melhor, um aquário está irremediavelmente ligado a peixes, do contrário qual sua funcionalidade?
Descobri que a personalidade aquariana tem mesmo muitos elementos que combinam com a personalidade pisciana. 
Ambos são contemplativos e desapegados da matéria. Ambos são sonhadores, apegados aos prazeres sexuais, admiram intelectualidade, um bom papo e não se prendem a ninguém sob promessas de amor eterno. Sabem que o amor deve ser doado com intensidade e vivido até o limite em que seja bom para os dois. Sabem que uma convivência conflituosa ou de aparências não satisfaz suas almas.
Aquário por sua vez, é mais enfático em relação à verdade; peixes mais flexível, acredita que verdadeiro é o sentimento, ainda que precise "escapar" de vez em quando, não estará havendo falta com a verdade.
São visões diferentes e passíveis de entendimento, contudo, não fogem ao campo da compreensão e podem perfeitamente ser trabalhadas em prol de um objetivo comum. 
Sou mesmo apaixonada pela personalidade aquariana, não poderia ser de outro sígno. Também estou completamente apaixonada pela personalidade pisciana. Entendo que a vida deve ser leve e negociada, nunca inflexível e sem voltas. O caminho que traçamos ora avança e ora retroage e isso, não necessariamente, gera mutilações.
Se não fere a essência é porque não é nocivo, é apenas ajustável.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Marcas





As marcas existem, são reais. Fazem parte do cotidiano e nos revelam a dor de crescer. Ainda que sejam boas geram dor, a dor da saudade quando se vão. 
Que aprendizado difícil é aquele gerado pelas marcas, somos nesse momento semelhantes aos animais predestinados ao abate. São marcados a fogo para que possam ser distinguidos pelo dono. 
Em um mundo capitalista todas as formas de relações são permeadas pela propriedade. Cada manifestação de vontade exprime um forte teor de marcação de terreno. Será que ainda veremos em algum ser, entregas destituídas de posse? 
É impossível não refletir sobre esses aspectos pois mesmo que a relação não tenha nenhuma conexão com finanças ou profissões, vemos nítida a preocupação em imprimir a marca do poder, do controle. As relações afetivas foram forjadas em parâmetros de "conquistas" aos moldes do imperialismo, onde conquistar significava excluir e subjugar um povo, apossando-se de seus despojos. 
Terminantemente amor não se coaduna com posse. Amar é sobretudo deixar livre, dar opções, revelar-se. Sim, sem conhecimento não há escolha. 
A história é repleta de fatos que comprovam essa verdade. Se os americanos soubessem quem eram os espanhóis, os escolheriam? 
A relação de propriedade é nociva, pois escraviza pessoas e sentimentos, é a verdadeira coisificação e quem não se enquadra nesse diapasão, termina por ficar à margem. 
Amor tem se mostrado nesse contexto, um sentimento solitário, pois despossuído. 
Aquele que não sabe amar ou se deixar amar, dentro do modelo ardiloso e segregador que ai está, carrega consigo marcas profundas. Marcas recorrentes que antes de cicatrizarem já terão sobre si novas formações. 
O amor genuíno agoniza, que dooooooooor! Será que ainda veremos disposições francas, honestas, sinceras, de entrega? Será que teremos mesmo que nos render a esse modelo mesquinho e escravizante?  
Nãooooooooooooooo! Sei que há em algum lugar um remanescente. Sei que por amor de um que seja, valerá a pena crer na existência de um Éden, antes da queda, é claro. 
Sei que não viríamos dotados de capacidade de amar se tivéssemos que a cada situação provar que somos guerreiros. Não, há alguma forma de amar que seja simplesmente amor, que não seja uma arena sangrenta, pronta a testar nosso potencial destrutivo. 
Deus é o mesmo, ontem, hoje e sempre e seu amor um dia será derramado nos corações, os quais se renderão e verão a luz.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Dar sem perder


A cada circunstância compreendo mais que nossa essência é o que faz a diferença em qualquer forma de relação, quer seja profissional, fraternal ou amorosa.


Nunca devemos permitir ser anulados por qualquer pressão emocional, temos nossas crenças e valores, a forma como o outro reagirá a elas é uma escolha dele e sobre a qual nada podemos fazer. A empatia consiste em colocar-se no lugar do outro até o limite em que não haja uma fusão de personalidades. A empatia é um ato de respeito a esfera pessoal de cada um, nunca uma troca de personalidade.

Podemos compreender limitações e respeitar escolhas, mas não devemos encarná-las como sendo nossas. Esse entendimento nos faz seguir de cabeça erguida.





sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Brincar de viver


" De repente fico rindo à toa sem saber porque e vem a vontade de sonhar..."
Rir à toa é uma das maiores aventuras a que podemos nos entregar, o que seria de nós se perdéssemos o sentido lúdico da vida? 
Nunnnnnnnnnnnnnnca, brincar é uma missão cujo êxito encerra-se em si mesmo. Por isso amados, ainda que a idade ou as articulações queiram entravar o processo, resistam. A vida só é plena se não perdemos a ludicidade. A gente, cai e ri da queda; a gente chora e bebe o choro e ai descobre que é salgadinho e ri, ri de saber que até no choro há solução (solução...kkkkktrocadilho legal); a gente perde e descobre que ainda há tanta coisa a ganhar e ri, ri muito porque nossa musculatura é tão acostumada a rir, que já responde automaticamente. A gente descobre que ser feliz é uma extenção de nosso brincar. A gente descobre que a criança que há em nós nos mantém sorrindo até que envelheçamos. Então a gente entende que o melhor da vida está em brincar de viver e que crianças são amadas por sua pureza, por sua ingenuidade e por sua eterna leveza que as faz entregar-se sem reservas e correr ao encontro de seu alvo e abrir os braços para a felicidade. 
Que nunca deixemos de brincar, de ser leves, de acreditar que embora tudo nos apresente dissabores, há um arco íres lindo no final. 
Vamos brincar de viver?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Olhos


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"Se teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso, se teus olhos forem maus que grande trevas serão" (Bíblia Sagrada).
Insisto em olhar a vida de forma a vê-la bela. Lembro-me do Éden, que lindo! Foi esse lugar que papai pensou pra nós. Lindo, cheio de possibilidades. Sim, mas havia lá a Serpente! Verdade, ela estava lá.
Há quem afirme que toda a existência é dual, há sempre dois lados; um bom e um ruím. Gosto desse modo de observar, mas prefiro valorizar o lado bom. De vez em quando a vida nos apronta surpresas desagradáveis, entendo como sendo o lado ruím e logo procuro o lado bom. Não brinco de Poliana, não é isso. Poliana só contemplava a vida por um prisma, eu não, contemplo os dois aspectos mas me atenho a apenas um. 
Todo o nosso caminhar nos conduz a algum lugar, às vezes abrimos as portas ao infortúnio, sim, isso acontece. São nossas aspirações, desejos, carências que estão nos impulsionando. Esses elementos são irracionais na maior parte do tempo, nos impedem de ver com clareza e nos fazem arrastar-nos por longas distâncias em terrenos inapropriados. Quando isso acontece devemos maldizer o caminho, o solo em que pisamos? Nãoooooooooo, antes devemos entender o porquê de termos chegado até ali e extrair lições para as próximas caminhadas. 
Estamos todos no mesmo barco, caminhantes e caminhos, um decidiu trilhar e o outro ofereceu-se para ser trilhado. É uma relação de agente e paciente, queremos ambos viver experiências que nos acrescentarão ou não, depende de como iremos interpretar o desfecho. 
Penso que conforme a orientação bíblica, devemos ver nossas entregas, nossas caminhadas, como uma nova experiência de onde é possível extrair um aprendizado duradouro e salutar. Nada de sofrimento contínuo ou de abrigar mágoa no coração. Precisamos entender que se o caminho que trilhamos nos trouxe dor é preciso voltar atrás, sacudir a poeira para então seguir adiante. Assim será possível empreender novas caminhadas munidos de uma maior proteção. Toda experiência, ainda que dolorosa, é válida e o caminho que percorremos jamais deve ser amaldiçoado pois nos trouxe alegrias circunstanciais e aprendizados duradouros. 
Exercitemos o olhar límpido, livre de qualquer engano, por que esse nos fará feliz, será uma reta, com certeza.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Tudo em paz


Amar é acreditar, acreditar e acreditar. Não no outro mas em você mesmo. É saber que por mais que te tirem, nada irá faltar. Amor é fonte inesgotável, não há dor, nem decepção, nem mágoa que possa fazer secar essa fonte. Amor procede de Deus e sua natureza é imutável, acreditem. 
O amor é eterno e subsistirá a qualquer forma de destruição.

Soltando a bagagem





Já imaginaram o deslocamento de alguém que traz consigo pedras, paus, areia e outros artefatos pesados? Difícil né? Muitas vezes impossível. Sabiam que é assim que muitos de nós nos encontramos em alguns momentos de nossa vida? Recolhemos inconscientemente todos os entulhos que encontramos pelo caminho e insistimos em carregá-los pela vida afora. 
Logicamente não vamos longe e às vezes, não saímos do lugar, o peso é tão grande que nos é impossível desenvolver qualquer movimento.
Papai do céu nos orienta a trocar com ele nossas bagagens para que assim possamos caminhar leves. Quando nos libertamos do peso que nos oprime, caminhamos. Passamos a ver o que nos rodeia; pessoas, paisagens, novas trilhas, novas rotas. 
Não precisamos carregar o mundo nas costas, isso é ilusão. Não somos super homens, somos seres humanos, limitados e frágeis para comportar tanto peso.
Joguemos fora as bagagens que nos aprisionam, soltemos a mão que nos coloca algemas, sejamos desprovidos de bens até, mas sejamos livres. Deus nos criou para a liberdade. a liberdade é um bem indisponível calcado na verdade, só ela pode nos fazer soltar nossas bagagens. Não! Não precisamos ter medo de criar asas, temos defesas naturais que nos propiciarão voos livres com segurança. 
Sim, soltemos nossas bagagens, elas são enganosas, nos prometem segurança fictícia, nos fazem crer que são nossas bases, nossos alicerces, tudo é mentira. Nosso alicerce está em Deus que nos deu uma constituição semelhante a dele nos provendo de sua força e capacitação. Somos fortes, a despeito de sermos frágeis, somos capazes a despeito de sermos limitados. Não devemos aceitar nenhum condicionamento ainda que nos prometa felicidade, porque essa, só encontraremos quando formos cidadãos de nossa própria vida. Temos a liberdade de ir e vir, ficar ou partir é fruto de nossa escolha. Rir e chorar faz parte de nossa engrenagem, contudo nenhum um nem outro determina nossa trajetória. Sejamos Senhores de nós mesmos, sem admitir que decepções, frustrações ou mágoas nos detenham. Joguemos fora essas bagagens nocivas, soltemos as amarras e não permitamos nenhum tipo de cadeia.
Vivamos a liberdade que há em Jesus e assim seremos verdadeiramente livres.